Nurição em Foco (NeF) : Quais as carências nutricionais são mais freqüentes no idoso?
Karine Anusca Martins (K.A.M): Os idosos pertencem a um grupo diversificado, com capacidades e níveis de funcionamento amplamente variados. Em função do processo de envelhecimento há um
declínio do funcionamento normal de seus órgãos, especialmente naqueles mais de
idade.
Geralmente, nos idosos as principais carências nutricionais são de
micronutrientes como os minerais: cálcio, ferro, zinco, ácido fólico e cobre, e vitaminas do complexo B, principalmente, a vitamina B12, ainda entre as hidrossolúveis, a vitamina C, e outras lipossolúveis, como a vitamina A, por exemplo, em função da redução da superfície de absorção conseqüente às mudanças fisiológicas esperadas com
o processo de envelhecimento normal (senescência).
É importante ressaltar também que
há uma redução da síntese protéica, comprometendo também o seu estado nutricional,
sendo assim, existem carências não somente de micronutrientes, mas também de
macronutrientes.
NeF: Quais a necessidades energéticas do idoso?
K.A.M: As necessidades energéticas do idoso geralmente diminuem com a idade em
função das alterações na composição corporal, da diminuição da taxa metabólica basal e
da redução na atividade física. O conhecimento destas necessidades dos idosos é
essencial para a promoção da saúde.
Os valores sugeridos para os macronutrientes (proteínas, glicídios, lipídios e
fibras) têm como base os níveis recomendados por gramas e/ou por percentuais em
relação ao valor energético total. O percentual de distribuição de macronutrientes são
determinados como base no intervalo de distribuição aceitável dos macronutrientes
(Acceptable macronutrient distribuition range – AMDR), preconizado pelo Institute of
Medicine (2002).
Sendo assim, as diretrizes atuais recomendam que 45-65% das calorias diárias
totais sejam consumidas na forma de glicídios (carboidratos) e que as fibras totais
devem somar em torno de 25-30g/dia, sendo 10-13g/1000Kcal.
Em relação aos lipídios (gorduras) preconiza-se um percentual de ingestão
referente ao valor energético total da dieta entre 15-30%, com menos de 10% de ácidos
graxos saturados, entre 6-10% de ácidos graxos poliinsaturados, devendo ser de 5-8%
de ácidos graxos ômega-6, entre 1-2% de ácidos graxos ômega-3 e o percentual de
monoinsaturados por diferença. Admite-se o uso de 35% do valor energético total da
dieta na forma de lipídios para idosos saudáveis e fisicamente ativos.
No que se refere às proteínas, a AMDR foi estabelecida para complementar os
100% relativos aos valores de glicídios e lipídios, situando-se entre os valores de 10 a
35% do valor energético total. É importante observar que os valores máximos de
proteínas são elevados quando comparados ao intervalo de referência preconizado
anteriormente (10 a 15%), entretanto, se considerarmos o uso adequado de valores de
carboidratos e lipídios nas dietas, conforme o preconizado, possivelmente os valores de
proteína da dieta também estarão de acordo com o recomendado. Além disso,
aconselha-se para o idoso saudável uma ingestão protéica de 0,9-1,1g/Kg/dia.
Para os micronutrientes, as recomendações modificam-se de acordo com a idade
devido às mudanças fisiológicas que são esperadas com o envelhecimento. Ainda falta
muita informação sobre as recomendações adequadas de vitaminas e minerais para os
idosos. Portanto, devemos avaliar o seu consumo alimentar e prescrever uma dieta
equilibrada sem esquecer de considerar cada micronutriente em sua peculiaridade.
NeF: Quais são as principais causas da desnutrição no idoso?
K.A.M: O envelhecimento é assinalado por uma perda progressiva de massa corpórea,
bem como pela mudança na maioria dos sistemas do organismo: sensorial,
gastrointestinal, metabólico, cardiovascular, renal, neurológico, psicossocial, musculoesquelético.
Todas essas modificações influenciam direta ou indiretamente no estado
nutricional do idoso, em especial, as modificações do trato gastrointestinal (TGI). Entre
os fatores que comprometem o estado nutricional dos idosos podemos citar:
- Redução da acuidade dos órgãos dos sentidos: alterações de visão, paladar,
olfato, audição e tato, que levam à perda do apetite, reduzindo a ingestão
energética necessária para manutenção de suas necessidades nutricionais.
- Alterações na cavidade bucal: ausência de dentes, próteses mal encaixadas,
doenças periodontais e redução da secreção salivar: diminuição do consumo de
alimentos mais duros tipo carnes, frutas e verduras cruas.
- Alterações gástricas e intestinais pela redução de movimentos peristálticos e da
secreção de ácido clorídrico (HCl), enzimas digestivas, fator intrínseco, sais
biliares: interferência na digestão, absorção e favorecimento da obstipação
intestinal
- Alterações metabólicas no pâncreas, fígado e rins, com dificuldades no processo
digestivo
- O uso prolongado de medicamentos, entre outros fatores.
NeF: Como tratar a anorexia no idoso?
K.A.M: A anorexia (definição: recusa em se alimentar) do idoso é produzida por
múltiplos fatores em resposta a uma redução na taxa metabólica e da atividade física,
que se manifesta com o envelhecimento. Os mecanismos responsáveis pelo seu
desenvolvimento ainda não estão completamente estabelecidos, entretanto, acabam
provocando um quadro de desnutrição grave, conhecido como caquexia, cujo
tratamento é difícil e o sucesso pequeno. Toda atenção e cuidado devem ser dispensados
aos idosos que estão com anorexia, para tentarmos adequar a sua ingestão energética às
suas necessidades.
Inicialmente, é importante conhecer a história clínica, realizar o exame físico,
incluindo a avaliação nutricional cuidadosa e verificar os dados laboratoriais
disponíveis/apropriados. A terapêutica nutricional adequada, nesses casos
principalmente, desempenha papel importante na promoção da saúde, prevenção da
doença e no cuidado geral. Além de um suporte nutricional, agressivo, tanto via enteral
como parenteral, várias drogas (hormônio do crescimento, megestrol,
“ciprohepatadine”, tetraidrocanabinol, esteróides anabolizantes e antidepressivos) têm
sido utilizadas na tentativa de tratar a anorexia do idoso. Em particular, nos casos de
demência, não existe ainda um consenso de qual seria o melhor suporte nutricional. Ao
que se sugere, a nutrição enteral, por meio de sonda naso-entérica, não resulta em
benefício ou melhora de qualidade de vida para tais paciente. Cada caso deve ser
avaliado individualmente, e buscar o atendimento de suas necessidades nutricionais
dependerá do empenho, dedicação e atenção fornecidos por você, enquanto
nutricionista, pelos demais profissionais da equipe multiprofissional, de forma conjunta
e dialogada, e com certeza, em parceria com membros da família do idoso; somente
assim, obteremos o sucesso desejado no tratamento estabelecido.
NeF: Quais estratégias de prevenção da Osteoporose no idoso?
K.A.M: Dentre as estratégias de prevenção da osteoporose e outras enfermidades nos
idosos, pode-se destacar:
- A elaboração de um programa que esteja atento aos hábitos alimentares
sedimentados;
- Contemplação de uma variedade qualitativa e quantitativamente suficientes de
alimentos, em especial os alimentos fontes de cálcio (leite e derivados, como
queijo, coalhada, iogurte, vegetais folhosos verde-escuro, entre outros) e ficar
atento aos fatores que reduzem a absorção de cálcio no planejamento dietético,
tais como: alimentos fontes de oxalatos na mesma refeição (frutas e vegetais), de
fitatos (cereais), ingestão concomitante com alimentos fontes de ferro, que
competem pelo mesmo sítio de absorção, ingestão deficiente de vitamina D, uso
de medicamentos como tetraciclina e sulfato ferroso e diuréticos tiazídicos. E
quando não for possível atingir a recomendação pela dieta, é necessário fazer a
suplementação do cálcio (500-600mg, de 1 a 2x/dia), dependendo de sua
ingestão diária;
- Associação de uma atividade física moderada balanceada com a ingestão energética.
- Busquar a contribuição do controle/prevenção de doenças intercorrentes
sábado, 1 de janeiro de 2011
Cuidados nutricionais no idoso
O estado nutricional no idoso reflecte-se directamente na sua saúde e na qualidade de vida.
Apesar de raramente serem observados sinais óbvios de deficiências nutricionais no idoso, a baixa ingestão de alimentos, tão comum nesta faixa etária, pode levar à perda de peso não intencional e deficiências em micro nutrientes (vitaminas e minerais) com consequente impacto na saúde geral. Quando a ingestão de alimentos não é adequada para responder às necessidades nutricionais específicas do idoso, pode desenvolver-se um estado de mal nutrição, com aumento da morbilidade (fadiga, fraqueza muscular, anemia, imunidade diminuída, perda da integridade cutânea e diminuição da função pulmonar e cardíaca) e, em alguns extremos, da mortalidade.
Actualmente, sabe-se que o estado nutricional do idoso está fortemente correlacionado com a sua fragilidade, uma vez que o défice em micro nutrientes, como antioxidantes e vitamina D, contribui fortemente para o agravamento da debilidade do idoso na medida em que promove a perda de peso e de massa muscular não intencional.
Os resultados do estudo NutriaAction 2009, realizado pela Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica, alertam para a dimensão deste problema que se traduz em 25%, os idosos em Portugal com baixo peso, sendo que, destes, foram os idosos com menor peso os que apresentaram uma perda de peso mais acentuada nos últimos 3 a 6 meses.
O envelhecimento da população portuguesa tem vindo a acentuar-se nos últimos anos, sendo previsível que a população idosa, entre 2010 e 2015, ultrapasse em número a população jovem.
A População idosa representa uma parte significativa da população de utentes da farmácia que, pela relação de proximidade estabelecida com estes utentes é um local privilegiado para vigiar o estado nutricional do idoso, podendo fazê-lo abordando vários aspectos como: avaliação de risco de desnutrição, identificação de idosos que possam beneficiar de suporte nutricional e monitorização da eficácia do tratamento. Aos indivíduos idosos suspeitos de mal nutrição deve ser aconselhada a consulta médica ou de nutrição tendo em vista o diagnóstico o mais precoce possível.
Os suplementos nutricionais orais (SNO), actualmente disponíveis em grande diversidade, representam um importante recurso para a promoção do estado nutricional do idoso. São produtos que dão resposta às necessidades gerais e específicas da nutrição do idoso e destinam-se a ser utilizados sob supervisão médica. Estes produtos, cada vez mais presentes na farmácia, representam uma oportunidade para a intervenção diferenciada junto de idosos e cuidadores, mediante o aconselhamento para a sua melhor utilização e a monitorização da melhoria do estado nutricional do idoso.
A perda de peso e massa muscular no idoso tem como consequência a diminuição da força e da actividade física, logo diminuição do apetite e da ingestão de alimentos, agravando-se, mais ainda, o estado nutricional.
Circunstâncias que podem diminuir a ingestão de alimentos no idoso:
A ingestão de nutrientes depende do consumo alimentar que, no idoso, é influenciado por factores sociais, económicos, psicológicos, e por doenças ou terapêuticas.
Sociais:
Falta de suporte social que auxilie nas compras e preparação de refeições.
Económicas:
Falta de recursos económicos.
Psicológicas/Cognitivas:
Depressão, demência.
Metabólicas/Fisiológicas:
- Metabolismo alterado – diminuição do metabolismo basal, diminuição da massa corporal e da actividade física, com consequente diminuição das necessidades energéticas.
- Alterações neuro-hormonais – diminuição do apetite e saciedade precoce
- Alterações gastrointestinais – diminuição da superfície útil para absorção, de capacidade de transporte de nutrientes e motilidade intestinal, com consequente aumento do risco de obstipação.
- Intolerância à lactose – tendência para se desenvolver durante o envelhecimento por diminuição da actividade da enzima responsável pelo desdobramento da lactose.
Medicamentos:
Alguns medicamentos podem causar reacções adversas como: náuseas ou vómitos (ex: quimioterapia e anti-virais); diminuição do apetite (anorexia) (ex: alguns anti-epilépticos e metamorfina); secura da boca por diminuição da secreção salivar (xerostomia) (ex: anti-depressivos e anti-histamínicos); alteração do cheiro (disosmia) ou sabor (disguesia) (ex. calcitonina e amitriptilina, respectivamente); alteração do balanço electrolítico e de fluidos (ex: diuréticos e corticosteróides) ou alteração do estado mental (ex: acetazolamida).
Condições Clínicas:
Patologias associadas à diminuição do apetite (anorexia), ou testados hiper-catabólicos. Ex: cancro, depressão, doença gastrointestinal, hipertirodismo, infecção crónica, alcoolismo e patologias respiratórias.
Funcionais:
Dificuldade na ingestão de alimentos devido a alterações buço-dentárias, diminuição do apetite, paladar (atrofia das papilas gustativas) ou cheiro.
Estabelece-se assim um ciclo vivoso, que pode ser revertido com uma alimentaçãoo adequada ao idoso e prática de exercício físico ajustado.
Necessidades nutricionais especificas no idoso
O idoso tem, face ao adulto saudável, necessidades nutricionais específicas que devem ser tidas em conta de modo a obter o melhor equilíbrio nutricional. Deve ter-se em atenção alterações na necessidade de macronutrientes, menor necessidade de energia, mas necessidades idênticas de proteínas, vitaminas e minerais, e maior necessidade de fibra.
Embora com a idade e doença, a disponibilidade de alguns nutrientes seja alterada, a maioria dos micronutrientes não é afectada no que diz respeito à sua absorção e metabolismo. Assim sendo, as deficiências em micronutrientes que os idosos podem desenvolver são geralmente devidas à menor ingestão de alimentos e à baixa qualidade das escolhas alimentares.
Energia
No idoso as necessidades calóricas estão diminuídas. Em comparação com o adulto saudável que necessita de cerca de 2550 Kcal/dia, o idoso necessita de cerca de 1870-1980 Kcal/dia, no caso das mulheres, e 2200-2060 Kcal/dia nos homens. A restrição controlada de calorias pelo idoso é importante, pois está demonstrado, como tendo um efeito benéfico na protecção contra as doenças associadas ao envelhecimento como a diabetes e osteoporose.
Nos idosos com peso abaixo do recomendado, pode ser indicado aumentar o aporte de calorias.
Proteínas
As necessidades proteicas no idoso saudável são idênticas às de um adulto, devendo a ingestão diária ser 46g para as mulheres e 56g para os homens. No entanto, em situações de doença o catabolismo proteico é aumentado, sendo necessário aumentar a ingestão de proteínas para, pelo menos, 70 g por dia.
Hidratos de Carbono
As necessidades em Hidratos de Carbono no idoso são semelhantes às dos adultos, correspondendo a 40 – 60% do total de alimentos ingeridos ou cerca de 130g por dia.
Devem ser privilegiados os hidratos de carbono complexos, como o amido e a celulose presentes nas leguminosas e nos vegetais, cuja absorção é mais lenta.
Lípidos
A maioria dos idosos beneficia com a diminuição da ingestão de gorduras, que devem na sua alimentação representar cerca de 20-35% do valor energético total. No entanto, não devem ser desvalorizadas pois são importantes para melhorarem a palatilidade dos alimentos, e como fonte de energia. É de realçar a importância para o idoso de alimentos ricos em ácidos gordos essenciais ómega3 e ómega6 (presentes nos peixes gordos e nos óleos vegetais) reconhecidos pelas suas propriedades antiplaquetárias e de diminuição de colestrol e triglicéridos, por isso úteis, especialmente naqueles com elevado risco cardiovascular.
Fibras
O idoso deve ingerir por dia 20 a 35 g de fibras, pois estas auxiliam na prevenção de problemas de estômago ou intestinos, como obstipção, e ainda na melhoria do perfil lipídico bem como dos níveis de açúcar.
Vitaminas e Minerais
Em termos gerais as necessidades em vitaminas e minerais do idoso diferem pouco das recomendações para os adultos saudáveis, no entanto, é necessário ter em conta certas especificidades, nomeadamente no que diz respeito ao cálcio (1,2 mg/dia) à vitamina D (10-15 µg/dia), às vitaminas do complexo B com particular destaque para a vitamina B12 e também à vitamina E (15 mg/dia)³.
Vitamina D
No processo de envelhecimento há diminuição da síntese da vitamina D ao nível da pele, nos indivíduos sem exposição significativa à luz solar. Simultaneamente, há uma diminuição da absorção renal da 1,25-dihidroxivitamina D na sua forma activa.
Cálcio
Devido às baixas concentrações de vitamina D no organismo, ocorre uma diminuição da absorção de cálcio, o que pode causar hiperparatiroidismo secundário, osteomalácia, agravamento da osteoporose e aumento do risco de fracturas.
Vitaminas do complexo B
Este grupo de vitaminas é no geral sujeito a défices devido à desnutrição, problemas gástricos e hepáticos. Particularmente importante é o caso da deficiência em vitamina B12, devido ao risco de desenvolvimento da anemia, por diminuição da absorção nos indivíduos com gastrite atrófica, H.pylory, resecção gástrica ou sob medicação que reduza a secreção gástrica (antagonistas H2 e inibidores da bomba de protões).
Vitamina E
A deficiência em vitamina E, que pode resultar de desnutrição, doenças hepáticas e gastriestinais, pode ter consequências neurológicas e visuais graves para o idoso.
A suplementação com vitaminas pode ser benéfica para o equilíbrio nutricional do idoso. A evidência clínica comprova que a suplementação com cálcio, vitamina D e B 12, reduz o risco de fractura.
Quando ou em que situações iniciar a suplementação nutricional oral
A avaliação do estudo nutricional do idoso é uma oportunidade para o farmacêutico intervir na promoção da saúde e bem-estar da população idosa.
É importante que a equipa da farmácia esteja alerta para os sinais de desnutrição, como a perda de peso involuntária, cansaço, prostração, alteração cutâneas especialmente a nível da boca, etc.
Complementarmente, é possível recorrer a métodos de rastreio que podem ser ralizados por processos simples e rápidos, com aplicação a todos os utentes e que permitem identificar os utentes em risco nutricional.
Existem vários métodos de rastreio do estado nutricional publicados, de entre os quais se destaca o MUST (Malnutrition Universal Screening Tool), ferramenta universal para o rastreio da malnutrição desenvolvido pela BAPEN (Associação Britânica de Nutrição Enteral e Parenteral), método simples, rápido e fácil de aplicar, validado internacionalmente e com boa reprodutibilidade mesmo de profissinal para profissional.
Pode ser fácil e rápido de aplicar, pode ser usado, na prática por um grande espectro de profissionais de saúde.
Este método considera alterações de peso, relação entre o peso e a estatura actual e a presença de uma doença grave. No final, classifica o indivíduo consoante o seu risco de desnutrição e define a estratégia de cuidados a adoptar.
Outro método simples e rápido, é o MNA (Mini Nutritional Assessment). Dsenvolvido pela Nestlé em associação com geriatras, é actualmente o método recomendado pela ESPEN (European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) para a avaliação de idosos com risco de desnutrição.
O MNA foi especificamente validado para ser utilizado na população idosa e tem em consideração aspectos determinantes nesta população, com destaque para a autonomia do indivíduo. Tem sido validado em estudos internacionais e está disponível em várias línguas, incluindo o Português.
A aplicação de questionários de avaliação do estado nutricional permite, não só despistar e intervir precocemente em situações de risco de desnutrição, mas também monitizar os resultados após uma intervenção nutricional com ou sem introdução de SNO.
Os SNO, são na sua maioria, formulados com macronutrientes (lípidos, proteínas e hidratos de carbono) no entanto, são incompletos do ponto de vista nutricional o que faz com que se destinem a complementar a alimentação e não a substitui-la por completo. No que diz respeito à sua composição a maioria não contém fibras, lactose ao glúten, pelo menos em quantidades significativas, alguns contêm vitaminas, minerais e oligoelementos que fornecem cerca de 25% das necessidades recomendadas. Um do requisitos para a prescrição de SNO é a de o doente ter uma função gastrointestinal conservada ou quase.
Os SNO dividem-se em completos e modulares, estes últimos distinguem-se por serem concentrados de macronutrientes utilizados para fortificar dietas de alimentos correntes com um macronutriente específico, por exemplo proteínas ou glucidos.
Aconselhamento aos utentes
Recomendações com vista a melhorar o estado nutricional:
Aumentar a ingestão de alimentos com elevado teor em energia/proteínas, como pudins e batidos;
Suplementar as refeições habituais com snack's adicionais e leite;
Realizar exercício físico adequado;
Se a alimentação habitual do doente não melhorar, podem ser necessários suplementos nutricionais orais;
Para melhores resultados na utilização dos SNO, deve servi-los frios num copo para obter um melhor paladar e utilizá-los no intervalo entre as refeições e não como substituto ou em simultâneo com as refeições;
Reforçar a importância da ingestão de água, com o envelhecimento o idoso pode perde alguma da sua sensibilidade para a sede. Incentivar a beber mesmo quando não sente sede, ingerir cerca de 6 a 8 copos de água por dia. Regular a necessidade de água, tendo em conta a cor da urina.
Utente com falta de apetite:
Aconselhar que à refeição esteja sempre que possível acompanhado;
Verificar se algum dos medicamentos que toma diminui o apetite ou sabor dos alimentos;
Preferir ingerir pequenas quantidades de alimentos às refeições mas aumentar o número de refeições ao longo do dia;
Melhorar o sabor dos alimentos adicionando condimentos novos.
Utente com dificuldade na deglutição:
Alimentos a evitar: carne, excepto se for bem cozinhada; fruta fresca; vegetais não cozinhados; pão húmido que se cole às mucosas; iogurtes de fruta com pedaços de fruta;
Servir a comida em pequenas quantidades, evitar o efeito intimidatório das grandes quantidades;
É importante ter líquidos perto durante a refeição.
Cuidados na preparação da alimentação e na assistência à alimentação a indivíduos incapazes do o fazerem:
Manter o idoso bem sentado, costas direitas;
Colocar o prato perto da mão, para que possa alcançá-lo facilmente;
Confirmar que consegue ser ouvido e sentar-se a um nível a que o idoso o consiga ver;
Antes de o começar a alimentar, deixar que o idoso só cheire, veja e prove a comida para encorajar a salivação e aumentar o seu apetite;
Evitar o contacto da colher com os dentes, e colocar pequenas quantidades de cada vez;
Colocar comida no meio da boca, no início da língua e puxar a língua para baixo (este movimento impede que a língua caia para trás e não permita a salivação);
Dar bastante tempo para a mastigação e degluti nação, assegurar-se que a boca está vazia antes da porção seguinte;
Deve manter o idoso numa posição vertical pelo menos 20 minutos após o final da refeição.
Conclusão
Tendo o conhecimento sobre as necessidades nutricionais do idoso e sobre os produtos se SNO existentes, a equipa da farmácia, pode através da avaliação do estado nutricional do idoso, identificar um desequilíbrio alimentar ou um risco e desnutrição, podendo recomendar os suplementos nutricionais adequados, que serão da maior utilidade na prevenção e no tratamento de situações precoces de malnutrição.
A detecção de estados de desnutrição permite o encaminhamento para um medico ou nutricionista, para avaliar mais profunda e devida instituição de terapêutica nutricional.
A temática da terapêutica nutricional no idoso requer empenho e alguma dedicação por parte do pessoal da farmácia, no entanto, trata-se de uma mais-valia para a farmácia poder prestar serviços de acompanhamento doe utentes idosos que contribui de forma determinante para a sua saúde.
O estado nutricional no idoso reflecte-se directamente na sua saúde e na qualidade de vida.
Apesar de raramente serem observados sinais óbvios de deficiências nutricionais no idoso, a baixa ingestão de alimentos, tão comum nesta faixa etária, pode levar à perda de peso não intencional e deficiências em micro nutrientes (vitaminas e minerais) com consequente impacto na saúde geral. Quando a ingestão de alimentos não é adequada para responder às necessidades nutricionais específicas do idoso, pode desenvolver-se um estado de mal nutrição, com aumento da morbilidade (fadiga, fraqueza muscular, anemia, imunidade diminuída, perda da integridade cutânea e diminuição da função pulmonar e cardíaca) e, em alguns extremos, da mortalidade.
Actualmente, sabe-se que o estado nutricional do idoso está fortemente correlacionado com a sua fragilidade, uma vez que o défice em micro nutrientes, como antioxidantes e vitamina D, contribui fortemente para o agravamento da debilidade do idoso na medida em que promove a perda de peso e de massa muscular não intencional.
Os resultados do estudo NutriaAction 2009, realizado pela Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica, alertam para a dimensão deste problema que se traduz em 25%, os idosos em Portugal com baixo peso, sendo que, destes, foram os idosos com menor peso os que apresentaram uma perda de peso mais acentuada nos últimos 3 a 6 meses.
O envelhecimento da população portuguesa tem vindo a acentuar-se nos últimos anos, sendo previsível que a população idosa, entre 2010 e 2015, ultrapasse em número a população jovem.
A População idosa representa uma parte significativa da população de utentes da farmácia que, pela relação de proximidade estabelecida com estes utentes é um local privilegiado para vigiar o estado nutricional do idoso, podendo fazê-lo abordando vários aspectos como: avaliação de risco de desnutrição, identificação de idosos que possam beneficiar de suporte nutricional e monitorização da eficácia do tratamento. Aos indivíduos idosos suspeitos de mal nutrição deve ser aconselhada a consulta médica ou de nutrição tendo em vista o diagnóstico o mais precoce possível.
Os suplementos nutricionais orais (SNO), actualmente disponíveis em grande diversidade, representam um importante recurso para a promoção do estado nutricional do idoso. São produtos que dão resposta às necessidades gerais e específicas da nutrição do idoso e destinam-se a ser utilizados sob supervisão médica. Estes produtos, cada vez mais presentes na farmácia, representam uma oportunidade para a intervenção diferenciada junto de idosos e cuidadores, mediante o aconselhamento para a sua melhor utilização e a monitorização da melhoria do estado nutricional do idoso.
A perda de peso e massa muscular no idoso tem como consequência a diminuição da força e da actividade física, logo diminuição do apetite e da ingestão de alimentos, agravando-se, mais ainda, o estado nutricional.
Circunstâncias que podem diminuir a ingestão de alimentos no idoso:
A ingestão de nutrientes depende do consumo alimentar que, no idoso, é influenciado por factores sociais, económicos, psicológicos, e por doenças ou terapêuticas.
Sociais:
Falta de suporte social que auxilie nas compras e preparação de refeições.
Económicas:
Falta de recursos económicos.
Psicológicas/Cognitivas:
Depressão, demência.
Metabólicas/Fisiológicas:
- Metabolismo alterado – diminuição do metabolismo basal, diminuição da massa corporal e da actividade física, com consequente diminuição das necessidades energéticas.
- Alterações neuro-hormonais – diminuição do apetite e saciedade precoce
- Alterações gastrointestinais – diminuição da superfície útil para absorção, de capacidade de transporte de nutrientes e motilidade intestinal, com consequente aumento do risco de obstipação.
- Intolerância à lactose – tendência para se desenvolver durante o envelhecimento por diminuição da actividade da enzima responsável pelo desdobramento da lactose.
Medicamentos:
Alguns medicamentos podem causar reacções adversas como: náuseas ou vómitos (ex: quimioterapia e anti-virais); diminuição do apetite (anorexia) (ex: alguns anti-epilépticos e metamorfina); secura da boca por diminuição da secreção salivar (xerostomia) (ex: anti-depressivos e anti-histamínicos); alteração do cheiro (disosmia) ou sabor (disguesia) (ex. calcitonina e amitriptilina, respectivamente); alteração do balanço electrolítico e de fluidos (ex: diuréticos e corticosteróides) ou alteração do estado mental (ex: acetazolamida).
Condições Clínicas:
Patologias associadas à diminuição do apetite (anorexia), ou testados hiper-catabólicos. Ex: cancro, depressão, doença gastrointestinal, hipertirodismo, infecção crónica, alcoolismo e patologias respiratórias.
Funcionais:
Dificuldade na ingestão de alimentos devido a alterações buço-dentárias, diminuição do apetite, paladar (atrofia das papilas gustativas) ou cheiro.
Estabelece-se assim um ciclo vivoso, que pode ser revertido com uma alimentaçãoo adequada ao idoso e prática de exercício físico ajustado.
Necessidades nutricionais especificas no idoso
O idoso tem, face ao adulto saudável, necessidades nutricionais específicas que devem ser tidas em conta de modo a obter o melhor equilíbrio nutricional. Deve ter-se em atenção alterações na necessidade de macronutrientes, menor necessidade de energia, mas necessidades idênticas de proteínas, vitaminas e minerais, e maior necessidade de fibra.
Embora com a idade e doença, a disponibilidade de alguns nutrientes seja alterada, a maioria dos micronutrientes não é afectada no que diz respeito à sua absorção e metabolismo. Assim sendo, as deficiências em micronutrientes que os idosos podem desenvolver são geralmente devidas à menor ingestão de alimentos e à baixa qualidade das escolhas alimentares.
Energia
No idoso as necessidades calóricas estão diminuídas. Em comparação com o adulto saudável que necessita de cerca de 2550 Kcal/dia, o idoso necessita de cerca de 1870-1980 Kcal/dia, no caso das mulheres, e 2200-2060 Kcal/dia nos homens. A restrição controlada de calorias pelo idoso é importante, pois está demonstrado, como tendo um efeito benéfico na protecção contra as doenças associadas ao envelhecimento como a diabetes e osteoporose.
Nos idosos com peso abaixo do recomendado, pode ser indicado aumentar o aporte de calorias.
Proteínas
As necessidades proteicas no idoso saudável são idênticas às de um adulto, devendo a ingestão diária ser 46g para as mulheres e 56g para os homens. No entanto, em situações de doença o catabolismo proteico é aumentado, sendo necessário aumentar a ingestão de proteínas para, pelo menos, 70 g por dia.
Hidratos de Carbono
As necessidades em Hidratos de Carbono no idoso são semelhantes às dos adultos, correspondendo a 40 – 60% do total de alimentos ingeridos ou cerca de 130g por dia.
Devem ser privilegiados os hidratos de carbono complexos, como o amido e a celulose presentes nas leguminosas e nos vegetais, cuja absorção é mais lenta.
Lípidos
A maioria dos idosos beneficia com a diminuição da ingestão de gorduras, que devem na sua alimentação representar cerca de 20-35% do valor energético total. No entanto, não devem ser desvalorizadas pois são importantes para melhorarem a palatilidade dos alimentos, e como fonte de energia. É de realçar a importância para o idoso de alimentos ricos em ácidos gordos essenciais ómega3 e ómega6 (presentes nos peixes gordos e nos óleos vegetais) reconhecidos pelas suas propriedades antiplaquetárias e de diminuição de colestrol e triglicéridos, por isso úteis, especialmente naqueles com elevado risco cardiovascular.
Fibras
O idoso deve ingerir por dia 20 a 35 g de fibras, pois estas auxiliam na prevenção de problemas de estômago ou intestinos, como obstipção, e ainda na melhoria do perfil lipídico bem como dos níveis de açúcar.
Vitaminas e Minerais
Em termos gerais as necessidades em vitaminas e minerais do idoso diferem pouco das recomendações para os adultos saudáveis, no entanto, é necessário ter em conta certas especificidades, nomeadamente no que diz respeito ao cálcio (1,2 mg/dia) à vitamina D (10-15 µg/dia), às vitaminas do complexo B com particular destaque para a vitamina B12 e também à vitamina E (15 mg/dia)³.
Vitamina D
No processo de envelhecimento há diminuição da síntese da vitamina D ao nível da pele, nos indivíduos sem exposição significativa à luz solar. Simultaneamente, há uma diminuição da absorção renal da 1,25-dihidroxivitamina D na sua forma activa.
Cálcio
Devido às baixas concentrações de vitamina D no organismo, ocorre uma diminuição da absorção de cálcio, o que pode causar hiperparatiroidismo secundário, osteomalácia, agravamento da osteoporose e aumento do risco de fracturas.
Vitaminas do complexo B
Este grupo de vitaminas é no geral sujeito a défices devido à desnutrição, problemas gástricos e hepáticos. Particularmente importante é o caso da deficiência em vitamina B12, devido ao risco de desenvolvimento da anemia, por diminuição da absorção nos indivíduos com gastrite atrófica, H.pylory, resecção gástrica ou sob medicação que reduza a secreção gástrica (antagonistas H2 e inibidores da bomba de protões).
Vitamina E
A deficiência em vitamina E, que pode resultar de desnutrição, doenças hepáticas e gastriestinais, pode ter consequências neurológicas e visuais graves para o idoso.
A suplementação com vitaminas pode ser benéfica para o equilíbrio nutricional do idoso. A evidência clínica comprova que a suplementação com cálcio, vitamina D e B 12, reduz o risco de fractura.
Quando ou em que situações iniciar a suplementação nutricional oral
A avaliação do estudo nutricional do idoso é uma oportunidade para o farmacêutico intervir na promoção da saúde e bem-estar da população idosa.
É importante que a equipa da farmácia esteja alerta para os sinais de desnutrição, como a perda de peso involuntária, cansaço, prostração, alteração cutâneas especialmente a nível da boca, etc.
Complementarmente, é possível recorrer a métodos de rastreio que podem ser ralizados por processos simples e rápidos, com aplicação a todos os utentes e que permitem identificar os utentes em risco nutricional.
Existem vários métodos de rastreio do estado nutricional publicados, de entre os quais se destaca o MUST (Malnutrition Universal Screening Tool), ferramenta universal para o rastreio da malnutrição desenvolvido pela BAPEN (Associação Britânica de Nutrição Enteral e Parenteral), método simples, rápido e fácil de aplicar, validado internacionalmente e com boa reprodutibilidade mesmo de profissinal para profissional.
Pode ser fácil e rápido de aplicar, pode ser usado, na prática por um grande espectro de profissionais de saúde.
Este método considera alterações de peso, relação entre o peso e a estatura actual e a presença de uma doença grave. No final, classifica o indivíduo consoante o seu risco de desnutrição e define a estratégia de cuidados a adoptar.
Outro método simples e rápido, é o MNA (Mini Nutritional Assessment). Dsenvolvido pela Nestlé em associação com geriatras, é actualmente o método recomendado pela ESPEN (European Society for Clinical Nutrition and Metabolism) para a avaliação de idosos com risco de desnutrição.
O MNA foi especificamente validado para ser utilizado na população idosa e tem em consideração aspectos determinantes nesta população, com destaque para a autonomia do indivíduo. Tem sido validado em estudos internacionais e está disponível em várias línguas, incluindo o Português.
A aplicação de questionários de avaliação do estado nutricional permite, não só despistar e intervir precocemente em situações de risco de desnutrição, mas também monitizar os resultados após uma intervenção nutricional com ou sem introdução de SNO.
Os SNO, são na sua maioria, formulados com macronutrientes (lípidos, proteínas e hidratos de carbono) no entanto, são incompletos do ponto de vista nutricional o que faz com que se destinem a complementar a alimentação e não a substitui-la por completo. No que diz respeito à sua composição a maioria não contém fibras, lactose ao glúten, pelo menos em quantidades significativas, alguns contêm vitaminas, minerais e oligoelementos que fornecem cerca de 25% das necessidades recomendadas. Um do requisitos para a prescrição de SNO é a de o doente ter uma função gastrointestinal conservada ou quase.
Os SNO dividem-se em completos e modulares, estes últimos distinguem-se por serem concentrados de macronutrientes utilizados para fortificar dietas de alimentos correntes com um macronutriente específico, por exemplo proteínas ou glucidos.
Aconselhamento aos utentes
Recomendações com vista a melhorar o estado nutricional:
Aumentar a ingestão de alimentos com elevado teor em energia/proteínas, como pudins e batidos;
Suplementar as refeições habituais com snack's adicionais e leite;
Realizar exercício físico adequado;
Se a alimentação habitual do doente não melhorar, podem ser necessários suplementos nutricionais orais;
Para melhores resultados na utilização dos SNO, deve servi-los frios num copo para obter um melhor paladar e utilizá-los no intervalo entre as refeições e não como substituto ou em simultâneo com as refeições;
Reforçar a importância da ingestão de água, com o envelhecimento o idoso pode perde alguma da sua sensibilidade para a sede. Incentivar a beber mesmo quando não sente sede, ingerir cerca de 6 a 8 copos de água por dia. Regular a necessidade de água, tendo em conta a cor da urina.
Utente com falta de apetite:
Aconselhar que à refeição esteja sempre que possível acompanhado;
Verificar se algum dos medicamentos que toma diminui o apetite ou sabor dos alimentos;
Preferir ingerir pequenas quantidades de alimentos às refeições mas aumentar o número de refeições ao longo do dia;
Melhorar o sabor dos alimentos adicionando condimentos novos.
Utente com dificuldade na deglutição:
Alimentos a evitar: carne, excepto se for bem cozinhada; fruta fresca; vegetais não cozinhados; pão húmido que se cole às mucosas; iogurtes de fruta com pedaços de fruta;
Servir a comida em pequenas quantidades, evitar o efeito intimidatório das grandes quantidades;
É importante ter líquidos perto durante a refeição.
Cuidados na preparação da alimentação e na assistência à alimentação a indivíduos incapazes do o fazerem:
Manter o idoso bem sentado, costas direitas;
Colocar o prato perto da mão, para que possa alcançá-lo facilmente;
Confirmar que consegue ser ouvido e sentar-se a um nível a que o idoso o consiga ver;
Antes de o começar a alimentar, deixar que o idoso só cheire, veja e prove a comida para encorajar a salivação e aumentar o seu apetite;
Evitar o contacto da colher com os dentes, e colocar pequenas quantidades de cada vez;
Colocar comida no meio da boca, no início da língua e puxar a língua para baixo (este movimento impede que a língua caia para trás e não permita a salivação);
Dar bastante tempo para a mastigação e degluti nação, assegurar-se que a boca está vazia antes da porção seguinte;
Deve manter o idoso numa posição vertical pelo menos 20 minutos após o final da refeição.
Conclusão
Tendo o conhecimento sobre as necessidades nutricionais do idoso e sobre os produtos se SNO existentes, a equipa da farmácia, pode através da avaliação do estado nutricional do idoso, identificar um desequilíbrio alimentar ou um risco e desnutrição, podendo recomendar os suplementos nutricionais adequados, que serão da maior utilidade na prevenção e no tratamento de situações precoces de malnutrição.
A detecção de estados de desnutrição permite o encaminhamento para um medico ou nutricionista, para avaliar mais profunda e devida instituição de terapêutica nutricional.
A temática da terapêutica nutricional no idoso requer empenho e alguma dedicação por parte do pessoal da farmácia, no entanto, trata-se de uma mais-valia para a farmácia poder prestar serviços de acompanhamento doe utentes idosos que contribui de forma determinante para a sua saúde.
NUTRIÇÃO DO IDOSO
O planejamento das necessidades nutricionais do idoso é um desafio e uma
arte de despertar o apetite, e deve basear-se no peso, no tipo e intensidade
da atividade física e nas patologias associadas.
Em decorrência do envelhecimento os idosos apresentam uma perda de
interesse pela ingestão adequada de alimentos, especialmente líquidos
e fibras. A perda de parte ou de toda dentição dificulta o consumo de
alimentos mais fibrosos e calóricos.
A atrofia das papilas gustativas faz o idoso apreciar sabores mais intensos
(ácido e amargo), mas o sabor doce e o sabor salgado estão diminuídos.
Todos estes fatores, adicionados à redução do reflexo gastro-cólico e do
peristaltísmo ajudam a constipação intestinal e flatulência no idoso.
A Dietary Allowances Commission and Food and Nutrition Board,
Recomenda 1 a 1,5 ml de líquidos por Kcal de alimento, ou seja 8-10 copos
de líquidos ao dia. Deve-se incentivar o consumo de sucos naturais, água de
côco, gelatina, chá de ervas e água.
Em relação as fibras a recomendação é de 20-30 g/dia sendo 25% de fibras
solúveis (6g) como: frutas, aveia, legumes e cevada, e fibras insolúveis:
folhas, trigo, grãos e alguns legumes.
Calorias
As necessidades calóricas de um idoso maior de 70 anos estão em geral
diminuídas e associadas a atividade física menor. O metabolismo no idoso
de 50-70 anos é diminuído em cerca de 7,5% e caí em 10% após 70-80
anos. Recomenda-se para os idosos com idade acima de 65 anos; 35 a
40 Kcal/kg/dia e para as idosas, 33 a 40 Kcal/kg/dia Veja agora, algumas
orientações gerais sobre o emprego das proteínas, carbohidratos e lipídios.
Proteínas
Nos idosos a síntese de proteínas estão mais lentas e estão diminuídas sua
digestão e incorporação. Por tanto, devemos ofertar mais qualidade protéica
do que quantidades; o idoso não deve fazer dietas restritivas e vegetarianas
extremas. Os aminoácidos essencias têm suas necessidades aumentadas
em até 2 vezes as recomendações de um adulto, para manter o balanço
nitrogenado positivo (Ex. metionina e lisina).
Os idosos geralmente apresentam massa magra diminuída e perda de vigor
físico e mental. No sentido de elaborarmos uma dieta adequada devemos
preferir peixes (salmão, sardinha, cavalinha), peito de frango, lombo de
porco, carne vermelha magra (músculo, patinho, alcatra, filé mignon, coxão
mole), leite e seus derivados desnatados.
Evitar - carnes vermelhas gordas (cupim, costela, contrafilé), pernil
de porco, vísceras escuras (de frango e de peru), embutidos (salsicha,
calabresa), leite e seus derivados integrais.
Recomendação: é igual ao jovem adulto 0.8 g/Kg/dia. (DRI 2002) ou
10-35% do valor energético total da dieta(DRI2002). Alguns autores
recomendam para as pessoas com idade acima de 55 anos 1g/Kg/dia.
Carboidratos
A maior parte da oferta calórica diária deve vir dos carboidratos (50-60%).
Os idosos podem ter alterações da curva glicêmica similar ao diabético,
onde, é importante ofertar carboidratos integrais ricos em fibras e alimentos
com baixo e moderado índice glicêmico.
Devemos restringir a sacarose e farinhas altamente refinadas, que está
associada a causas de constipação intestinal, câncer de cólon e diabete
mellitus. Dar preferência aos carboidratos complexos como arroz, pães
e massas integrais, aveia, bolachas integrais, frutas e vegetais variados.
É comum em idosos apresentarem flatulência com alguns vegetais como
brócoli, pimentão, pepino, couve-flor; uma dieta rica em fibras ajuda na
integridade intestinal e diminuição da flatulência.
Evitar - açúcar refinado, farinha de trigo refinada, melaço de cana, açúcar
mascavo.
Recomendação: 45-65 % do valor energético total da dieta ou 130g de
carboidratos ao dia ou menos de 5% do valor calórico total das dieta em
açúcar (sacarose).
Lipídios
Os idosos tendem a apresentar elevação da pressão arterial, elevação do
colesterol total e LDL (colesterol ruim) e diminuição do HDL (colesterol
bom), principalmente com a redução da atividade física. Normalmente o
idoso apresenta uma deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).
As recomendações de gorduras da dieta do idoso devem ser de 25 35% do
valor calórico total da dieta. Em alguns casos, recomenda-se um aumento
de 30-40% do valor calórico, o que torna a dieta mais palatável ao idoso
com caquexia ou anorexia.
Evitar - As gorduras trans (fast-food, bolachas recheadas, sorvetes e
comida industrializada congelada) devem ser evitadas. Diminuir as gorduras
saturadas e o colesterol da alimentação.
Recomendações - A distribuição das gorduras deve ser: Gorduras
monoinsaturadas maior que 15 - 20%; Gorduras poliinsaturadas maior que
10%; Gorduras saturadas menor que 7-10%; Colesterol menor que 200mg.
As recomendações de ômegas são respectivamente (5-10%) de ômega 3 e
para ômega 6 (0,6-1,2%).
Referências:
Marchini JS, Ferriolli E, Moriguti JC - Suporte nutricional ao paciente idoso:
Definição, Diagnóstico, Avaliação e Intervenção. Medicina, Ribeirão Preto,
31:54-61 Jan-Mar 1998. on line]
O planejamento das necessidades nutricionais do idoso é um desafio e uma
arte de despertar o apetite, e deve basear-se no peso, no tipo e intensidade
da atividade física e nas patologias associadas.
Em decorrência do envelhecimento os idosos apresentam uma perda de
interesse pela ingestão adequada de alimentos, especialmente líquidos
e fibras. A perda de parte ou de toda dentição dificulta o consumo de
alimentos mais fibrosos e calóricos.
A atrofia das papilas gustativas faz o idoso apreciar sabores mais intensos
(ácido e amargo), mas o sabor doce e o sabor salgado estão diminuídos.
Todos estes fatores, adicionados à redução do reflexo gastro-cólico e do
peristaltísmo ajudam a constipação intestinal e flatulência no idoso.
A Dietary Allowances Commission and Food and Nutrition Board,
Recomenda 1 a 1,5 ml de líquidos por Kcal de alimento, ou seja 8-10 copos
de líquidos ao dia. Deve-se incentivar o consumo de sucos naturais, água de
côco, gelatina, chá de ervas e água.
Em relação as fibras a recomendação é de 20-30 g/dia sendo 25% de fibras
solúveis (6g) como: frutas, aveia, legumes e cevada, e fibras insolúveis:
folhas, trigo, grãos e alguns legumes.
Calorias
As necessidades calóricas de um idoso maior de 70 anos estão em geral
diminuídas e associadas a atividade física menor. O metabolismo no idoso
de 50-70 anos é diminuído em cerca de 7,5% e caí em 10% após 70-80
anos. Recomenda-se para os idosos com idade acima de 65 anos; 35 a
40 Kcal/kg/dia e para as idosas, 33 a 40 Kcal/kg/dia Veja agora, algumas
orientações gerais sobre o emprego das proteínas, carbohidratos e lipídios.
Proteínas
Nos idosos a síntese de proteínas estão mais lentas e estão diminuídas sua
digestão e incorporação. Por tanto, devemos ofertar mais qualidade protéica
do que quantidades; o idoso não deve fazer dietas restritivas e vegetarianas
extremas. Os aminoácidos essencias têm suas necessidades aumentadas
em até 2 vezes as recomendações de um adulto, para manter o balanço
nitrogenado positivo (Ex. metionina e lisina).
Os idosos geralmente apresentam massa magra diminuída e perda de vigor
físico e mental. No sentido de elaborarmos uma dieta adequada devemos
preferir peixes (salmão, sardinha, cavalinha), peito de frango, lombo de
porco, carne vermelha magra (músculo, patinho, alcatra, filé mignon, coxão
mole), leite e seus derivados desnatados.
Evitar - carnes vermelhas gordas (cupim, costela, contrafilé), pernil
de porco, vísceras escuras (de frango e de peru), embutidos (salsicha,
calabresa), leite e seus derivados integrais.
Recomendação: é igual ao jovem adulto 0.8 g/Kg/dia. (DRI 2002) ou
10-35% do valor energético total da dieta(DRI2002). Alguns autores
recomendam para as pessoas com idade acima de 55 anos 1g/Kg/dia.
Carboidratos
A maior parte da oferta calórica diária deve vir dos carboidratos (50-60%).
Os idosos podem ter alterações da curva glicêmica similar ao diabético,
onde, é importante ofertar carboidratos integrais ricos em fibras e alimentos
com baixo e moderado índice glicêmico.
Devemos restringir a sacarose e farinhas altamente refinadas, que está
associada a causas de constipação intestinal, câncer de cólon e diabete
mellitus. Dar preferência aos carboidratos complexos como arroz, pães
e massas integrais, aveia, bolachas integrais, frutas e vegetais variados.
É comum em idosos apresentarem flatulência com alguns vegetais como
brócoli, pimentão, pepino, couve-flor; uma dieta rica em fibras ajuda na
integridade intestinal e diminuição da flatulência.
Evitar - açúcar refinado, farinha de trigo refinada, melaço de cana, açúcar
mascavo.
Recomendação: 45-65 % do valor energético total da dieta ou 130g de
carboidratos ao dia ou menos de 5% do valor calórico total das dieta em
açúcar (sacarose).
Lipídios
Os idosos tendem a apresentar elevação da pressão arterial, elevação do
colesterol total e LDL (colesterol ruim) e diminuição do HDL (colesterol
bom), principalmente com a redução da atividade física. Normalmente o
idoso apresenta uma deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).
As recomendações de gorduras da dieta do idoso devem ser de 25 35% do
valor calórico total da dieta. Em alguns casos, recomenda-se um aumento
de 30-40% do valor calórico, o que torna a dieta mais palatável ao idoso
com caquexia ou anorexia.
Evitar - As gorduras trans (fast-food, bolachas recheadas, sorvetes e
comida industrializada congelada) devem ser evitadas. Diminuir as gorduras
saturadas e o colesterol da alimentação.
Recomendações - A distribuição das gorduras deve ser: Gorduras
monoinsaturadas maior que 15 - 20%; Gorduras poliinsaturadas maior que
10%; Gorduras saturadas menor que 7-10%; Colesterol menor que 200mg.
As recomendações de ômegas são respectivamente (5-10%) de ômega 3 e
para ômega 6 (0,6-1,2%).
Referências:
Marchini JS, Ferriolli E, Moriguti JC - Suporte nutricional ao paciente idoso:
Definição, Diagnóstico, Avaliação e Intervenção. Medicina, Ribeirão Preto,
31:54-61 Jan-Mar 1998. on line]
Necessidades nutricionais no idoso
O envelhecimento é um processo caracterizado por mudanças biológicas
normais que ocorrem com o passar da vida. A qualidade de vida na terceira
idade relaciona-se a diversos fatores do cotidiano, como a saúde física e
mental, satisfação com o trabalho, relações familiares, vida social, estado
nutricional adequado, atividades físicas, entre outros.
Um estilo de vida que combina uma alimentação equilibrada, atividade
física regular e controle do estresse, contribui para aumentar a expectativa de
vida do idoso e, principalmente, uma vida mais saudável.
Nos idosos as funções no organismo diminuem como um todo,
diferenciando-se na intensidade segundo o órgão ou sistema em questão.
Uma das maiores modificações no organismo é a mudança na
composição corporal, com o aumento do tecido adiposo e diminuição da massa
magra. A partir dos 60 anos, este quadro atinge todos os órgãos e com maior
intensidade na massa muscular, provocando alteração na força e mobilidade,
favorecendo a possibilidade de quedas. Esta alteração da composição corporal
reflete diretamente na diminuição do metabolismo basal.
O olfato, paladar e a visão diminuem, podendo reduzir o consumo
alimentar, assim como a capacidade de mastigação. O idoso passa a ter
escolhas alimentares alteradas que podem diminuir o valor nutritivo da
alimentação e com isso, aumentar o risco de desnutrição.
Um bom estado nutricional, com o fornecimento adequado de energia,
proteínas, vitaminas e minerais é de extrema importância para que o idoso
resista às doenças crônicas e debilitantes e possa manter a saúde e
independência.
Para a avaliação nutricional do idoso é fundamental ressaltar uma
história alimentar. Contudo, é necessário questionar o idoso, assim como os
familiares, sobre alterações de peso, restrições alimentares voluntárias ou
impostas,
crônicas e uso de medicamentos. Além disso, um registro da alimentação
habitual do paciente por três dias é interessante para avaliar o padrão rotineiro
de ingestão.
Nos exames físico e laboratorial devem ser identificadas as alterações
procurando não confundir os sinais de desnutrição com o processo de
envelhecimento.
alcoolismo,
depressão,
alterações
gastrointestinais,
Necessidades energéticas
Nos idosos, assim como em toda a população, a quantidade energética
ingerida na alimentação é fundamental para manter um estado nutricional
adequado. Uma alimentação diversificada, com alimentos de diferentes fontes,
oferece os nutrientes necessários para uma nutrição equilibrada, desde de que
ingeridos na quantidade recomendada para suprir os gastos energéticos.
O fracionamento das refeições, assim como a diminuição do seu volume
contribuem para o processo de digestão, absorção e aproveitamento dos
alimentos. Recomenda-se o consumo de quatro a seis refeições diárias. Além
disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor,
sabor, aroma e textura.
A redução na massa magra corpórea e a atividade física estão
associadas com a necessidade total de energia. O metabolismo basal reduz
cerca de 10% até os 60 anos e aumenta com passar da idade, influenciando
diretamente com a diminuição do gasto energético.
O gasto energético diário é estimado mediante a soma do metabolismo
basal e as atividades físicas. Para determinar a taxa metabólica basal
recomenda-se a utilização da equação da Organização Mundial da Saúde,
OMS, 1996 que considera o peso corporal. A energia gasta com a atividade
física pode ser mensurada e avaliada em tabelas com o gasto energético por
tipo de atividade.
Carboidratos
O carboidrato é um nutriente essencial na nutrição humana. Algumas de
suas funções são: fornecer energia para o organismo, preservar a proteína,
servir como único substrato energético para o sistema nervoso central e ativar
o metabolismo.
A dieta do idoso deve obter entre 50% a 60% do valor calórico total de
carboidratos. É necessário ressaltar a prioridade de carboidratos complexos,
como o arroz, macarrão, pães, batata e cereais, para minimizar os picos de
hiperglicemia. Os carboidratos simples, como a glicose e sacarose deverão ser
no máximo 10% do total de carboidratos.
Proteínas
As proteínas são formadas por diferentes combinações dos 20
aminoácidos e exercem funções estruturais, reguladoras, de defesa e de
transporte nos fluidos biológicos. A melhor fonte protéica são as de origem
animal, entretanto, a mistura de cereais e leguminosas fornece a quantidade
necessária de aminoácidos para a síntese protéica.
Os idosos apresentam diminuição na síntese e degradação protéica,
além de uma menor massa magra, assim, o fornecimento protéico é
fundamental. A recomendação estabelecida pela Recomendações das
Necessidades Diárias (RDA) é de 0,8g/kg/dia. É importante ressaltar o cuidado
para não haver uma ingestão acima do recomendado, podendo sobrecarregar
o sistema renal, além de interferir na absorção de cálcio, prejudicando a massa
óssea.
Lipídeos
Os lipídeos desempenham funções energéticas, estruturais e hormonais
no organismo, além de auxiliar na absorção e transporte de vitaminas
lipossolúveis.
A ingestão de lipídeos recomendada é de 20% a 30% do valor calórico
total. No entanto, as gorduras saturadas não devem ser superior a 10%, pela
sua associação com doenças coronarianas. São encontradas em carnes, ovos,
leite e derivados.
O restante deverá ser de mono e poliinsaturados, encontrados em
gorduras vegetais. A ingestão de ácidos graxos essenciais, que incluem o
ômega 6 (ácido linoléico) deve ser de 11g/dia, sendo encontrado em nozes,
castanhas, sementes e óleo de soja, girassol e milho; e o ômega 3 (ácido
linolênico) com ingestão de 1,1g/dia, encontrado em óleos de canola, linhaça,
salmão, arenque, sardinha e algas. O consumo de colesterol não deve ser
superior a 300mg/dia.
Vitaminas e Minerais
O uso de suplementos vitamínicos e de minerais pelos idosos pode ser
uma alternativa a ser considerada quando há consumo de dietas inadequadas
ou alguma enfermidade específica. Porém, seu uso não pode ser extrapolado,
visto que uma dieta equilibrada pode suprir as necessidades do indivíduo.
O cálcio é um dos principais micronutrientes relacionados com o
envelhecimento, além de ser o mais abundante no corpo humano. O
metabolismo do cálcio está diretamente relacionado com a perda da massa
óssea ou osteopenia, podendo atingir a osteoporose. Além disso, a absorção
de cálcio está diminuída no idoso, sendo mais um fator de contribuição da
doença. A suplementação pode ser necessária para grupos de risco, como
mulheres na pós-menopausa com histórico familiar da doença, raça branca,
baixo peso, sedentárias e com exposição solar inadequada.
Segundo as DRIs, a recomendação de cálcio para a população acima
dos 51 anos é de 1200mg/dia.
A vitamina D é um outro fator relacionado ao metabolismo ósseo, sendo
necessário um controle adequado na ingestão deste nutriente. O estilo de vida
do idoso, prática de atividade física, reposição hormonal e a genética devem
ser levados em consideração. Além disso, o consumo de cafeína, alimento
comum entre idosos, hábito de fumar e excesso de álcool podem comprometer
negativamente a massa óssea.
Contudo, o acompanhamento do paciente idoso é extremamente
necessário para que o mesmo tenha uma dieta equilibrada e mantenha a saúde.
Hidratação
A água deve merecer atenção especial, principalmente nesta faixa
etária, na qual a desidratação é o distúrbio hidroeletrolítico mais comum.
O sistema renal diminui sua capacidade com a idade, assim como os
idosos sentem menos sede que os mais jovens, gerando uma privação de
água. Esta pode ocorrer por um distúrbio cognitivo, pela diminuição da sede ou
por debilidade física. Contudo, a água deve ser controlada, assim como a dieta
e os medicamentos, principalmente, para idosos que requerem um maior
cuidado.
Como visto a população idosa apresenta particularidades que merecem
maior cuidado e atenção. A nutrição pode contribuir para a manutenção e
melhoria da saúde destes indivíduos, buscando a união de uma dieta
equilibrada e saudável com o prazer, alegria e conforto que o alimento propicia,
respeitando sempre as preferências e hábitos dos idosos.
Referências Bibliográficas
COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de nutrientes. 1.ed. São Paulo:
Manole, 2005.
DUTRA-DE-OLIVEIRA, J.E.; MARCHINI, J.S. Ciências Nutricionais. 1.ed.
São Paulo: Sarvier, 1998.
FERREIRA, M.T., et al. Necessidades nutricionais no idoso ativo. Rev.
Nutrição Saúde e Performance, São Paulo, p.35-40, jan./fev./mar. 2004.
SOUZA, F.T.F.S., MOREIRA, E.A.M. Qualidade de vida na terceira idade:
saúde e nutrição. Rev. Cien. Saúde, Florianópolis, v.17, n.2, p.55-76, jul./dez.
1998.
Luiza Rossi Camargo - acadêmica do curso de Nutrição do Centro Universitário São
Camilo, estagiária em Marketing Nutricional da Nutrociência Assessoria em Nutrologia
O envelhecimento é um processo caracterizado por mudanças biológicas
normais que ocorrem com o passar da vida. A qualidade de vida na terceira
idade relaciona-se a diversos fatores do cotidiano, como a saúde física e
mental, satisfação com o trabalho, relações familiares, vida social, estado
nutricional adequado, atividades físicas, entre outros.
Um estilo de vida que combina uma alimentação equilibrada, atividade
física regular e controle do estresse, contribui para aumentar a expectativa de
vida do idoso e, principalmente, uma vida mais saudável.
Nos idosos as funções no organismo diminuem como um todo,
diferenciando-se na intensidade segundo o órgão ou sistema em questão.
Uma das maiores modificações no organismo é a mudança na
composição corporal, com o aumento do tecido adiposo e diminuição da massa
magra. A partir dos 60 anos, este quadro atinge todos os órgãos e com maior
intensidade na massa muscular, provocando alteração na força e mobilidade,
favorecendo a possibilidade de quedas. Esta alteração da composição corporal
reflete diretamente na diminuição do metabolismo basal.
O olfato, paladar e a visão diminuem, podendo reduzir o consumo
alimentar, assim como a capacidade de mastigação. O idoso passa a ter
escolhas alimentares alteradas que podem diminuir o valor nutritivo da
alimentação e com isso, aumentar o risco de desnutrição.
Um bom estado nutricional, com o fornecimento adequado de energia,
proteínas, vitaminas e minerais é de extrema importância para que o idoso
resista às doenças crônicas e debilitantes e possa manter a saúde e
independência.
Para a avaliação nutricional do idoso é fundamental ressaltar uma
história alimentar. Contudo, é necessário questionar o idoso, assim como os
familiares, sobre alterações de peso, restrições alimentares voluntárias ou
impostas,
crônicas e uso de medicamentos. Além disso, um registro da alimentação
habitual do paciente por três dias é interessante para avaliar o padrão rotineiro
de ingestão.
Nos exames físico e laboratorial devem ser identificadas as alterações
procurando não confundir os sinais de desnutrição com o processo de
envelhecimento.
alcoolismo,
depressão,
alterações
gastrointestinais,
Necessidades energéticas
Nos idosos, assim como em toda a população, a quantidade energética
ingerida na alimentação é fundamental para manter um estado nutricional
adequado. Uma alimentação diversificada, com alimentos de diferentes fontes,
oferece os nutrientes necessários para uma nutrição equilibrada, desde de que
ingeridos na quantidade recomendada para suprir os gastos energéticos.
O fracionamento das refeições, assim como a diminuição do seu volume
contribuem para o processo de digestão, absorção e aproveitamento dos
alimentos. Recomenda-se o consumo de quatro a seis refeições diárias. Além
disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor,
sabor, aroma e textura.
A redução na massa magra corpórea e a atividade física estão
associadas com a necessidade total de energia. O metabolismo basal reduz
cerca de 10% até os 60 anos e aumenta com passar da idade, influenciando
diretamente com a diminuição do gasto energético.
O gasto energético diário é estimado mediante a soma do metabolismo
basal e as atividades físicas. Para determinar a taxa metabólica basal
recomenda-se a utilização da equação da Organização Mundial da Saúde,
OMS, 1996 que considera o peso corporal. A energia gasta com a atividade
física pode ser mensurada e avaliada em tabelas com o gasto energético por
tipo de atividade.
Carboidratos
O carboidrato é um nutriente essencial na nutrição humana. Algumas de
suas funções são: fornecer energia para o organismo, preservar a proteína,
servir como único substrato energético para o sistema nervoso central e ativar
o metabolismo.
A dieta do idoso deve obter entre 50% a 60% do valor calórico total de
carboidratos. É necessário ressaltar a prioridade de carboidratos complexos,
como o arroz, macarrão, pães, batata e cereais, para minimizar os picos de
hiperglicemia. Os carboidratos simples, como a glicose e sacarose deverão ser
no máximo 10% do total de carboidratos.
Proteínas
As proteínas são formadas por diferentes combinações dos 20
aminoácidos e exercem funções estruturais, reguladoras, de defesa e de
transporte nos fluidos biológicos. A melhor fonte protéica são as de origem
animal, entretanto, a mistura de cereais e leguminosas fornece a quantidade
necessária de aminoácidos para a síntese protéica.
Os idosos apresentam diminuição na síntese e degradação protéica,
além de uma menor massa magra, assim, o fornecimento protéico é
fundamental. A recomendação estabelecida pela Recomendações das
Necessidades Diárias (RDA) é de 0,8g/kg/dia. É importante ressaltar o cuidado
para não haver uma ingestão acima do recomendado, podendo sobrecarregar
o sistema renal, além de interferir na absorção de cálcio, prejudicando a massa
óssea.
Lipídeos
Os lipídeos desempenham funções energéticas, estruturais e hormonais
no organismo, além de auxiliar na absorção e transporte de vitaminas
lipossolúveis.
A ingestão de lipídeos recomendada é de 20% a 30% do valor calórico
total. No entanto, as gorduras saturadas não devem ser superior a 10%, pela
sua associação com doenças coronarianas. São encontradas em carnes, ovos,
leite e derivados.
O restante deverá ser de mono e poliinsaturados, encontrados em
gorduras vegetais. A ingestão de ácidos graxos essenciais, que incluem o
ômega 6 (ácido linoléico) deve ser de 11g/dia, sendo encontrado em nozes,
castanhas, sementes e óleo de soja, girassol e milho; e o ômega 3 (ácido
linolênico) com ingestão de 1,1g/dia, encontrado em óleos de canola, linhaça,
salmão, arenque, sardinha e algas. O consumo de colesterol não deve ser
superior a 300mg/dia.
Vitaminas e Minerais
O uso de suplementos vitamínicos e de minerais pelos idosos pode ser
uma alternativa a ser considerada quando há consumo de dietas inadequadas
ou alguma enfermidade específica. Porém, seu uso não pode ser extrapolado,
visto que uma dieta equilibrada pode suprir as necessidades do indivíduo.
O cálcio é um dos principais micronutrientes relacionados com o
envelhecimento, além de ser o mais abundante no corpo humano. O
metabolismo do cálcio está diretamente relacionado com a perda da massa
óssea ou osteopenia, podendo atingir a osteoporose. Além disso, a absorção
de cálcio está diminuída no idoso, sendo mais um fator de contribuição da
doença. A suplementação pode ser necessária para grupos de risco, como
mulheres na pós-menopausa com histórico familiar da doença, raça branca,
baixo peso, sedentárias e com exposição solar inadequada.
Segundo as DRIs, a recomendação de cálcio para a população acima
dos 51 anos é de 1200mg/dia.
A vitamina D é um outro fator relacionado ao metabolismo ósseo, sendo
necessário um controle adequado na ingestão deste nutriente. O estilo de vida
do idoso, prática de atividade física, reposição hormonal e a genética devem
ser levados em consideração. Além disso, o consumo de cafeína, alimento
comum entre idosos, hábito de fumar e excesso de álcool podem comprometer
negativamente a massa óssea.
Contudo, o acompanhamento do paciente idoso é extremamente
necessário para que o mesmo tenha uma dieta equilibrada e mantenha a saúde.
Hidratação
A água deve merecer atenção especial, principalmente nesta faixa
etária, na qual a desidratação é o distúrbio hidroeletrolítico mais comum.
O sistema renal diminui sua capacidade com a idade, assim como os
idosos sentem menos sede que os mais jovens, gerando uma privação de
água. Esta pode ocorrer por um distúrbio cognitivo, pela diminuição da sede ou
por debilidade física. Contudo, a água deve ser controlada, assim como a dieta
e os medicamentos, principalmente, para idosos que requerem um maior
cuidado.
Como visto a população idosa apresenta particularidades que merecem
maior cuidado e atenção. A nutrição pode contribuir para a manutenção e
melhoria da saúde destes indivíduos, buscando a união de uma dieta
equilibrada e saudável com o prazer, alegria e conforto que o alimento propicia,
respeitando sempre as preferências e hábitos dos idosos.
Referências Bibliográficas
COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de nutrientes. 1.ed. São Paulo:
Manole, 2005.
DUTRA-DE-OLIVEIRA, J.E.; MARCHINI, J.S. Ciências Nutricionais. 1.ed.
São Paulo: Sarvier, 1998.
FERREIRA, M.T., et al. Necessidades nutricionais no idoso ativo. Rev.
Nutrição Saúde e Performance, São Paulo, p.35-40, jan./fev./mar. 2004.
SOUZA, F.T.F.S., MOREIRA, E.A.M. Qualidade de vida na terceira idade:
saúde e nutrição. Rev. Cien. Saúde, Florianópolis, v.17, n.2, p.55-76, jul./dez.
1998.
Luiza Rossi Camargo - acadêmica do curso de Nutrição do Centro Universitário São
Camilo, estagiária em Marketing Nutricional da Nutrociência Assessoria em Nutrologia
Curso de Pós-Graduação “Lato Sensu”
em Geriatria - CIAPE
2008
Profa. Adriana Keller Coelho
adrianakeller@terra.com.br
Nutrição para Idosos
Sinais de Risco para Desnutrição: Determine.
Reduced social contact
Involuntary weight loss or gain
Needs assistance in self care
Elders above the age of 80
Risco de morrer no Brasil por Desnutrição durante a velhice:
71% maior do que nos Estados Unidos da América do Norte 32,13% do
que na Costa Rica
Óbitos por desnutrição em idosos entre 1980 e 1997: 36.955 .
64,9% do total ) foram registrados na região sudeste.
OTERO e cols. Rev Saúde Pública. 2002; 36(2).
Desnutrição em Idosos no Brasil
IBRANUTRI (CORREIA et al., 1998; WAITZBERG et al., 2001), estudo
multicêntrico, realizado em 25 hospitais distribuídos em 12 estados
brasileiros e no Distrito Federal.
envolvidos, 1.440 (36%) tinham 60 anos ou mais de idade. Mediante a
Dos 4.000 pacientes hospitalizados
ANSG, 52,8% dos pacientes idosos foram associados à maior prevalência
de desnutrição, comparados com aqueles eutróficos (44,7%)
Cordeiro & Moreira (2003), que avaliaram o estado nutricional de 23
mulheres idosas hospitalizadas na cidade de Curitiba – Paraná com o
objetivo de analisar a eficácia e a praticidade do método de ANSG.
Encontraram 65% de desnutrição no grupo estudado ao considerarem o
IMC e 70% utilizando o método de ANSG.
Coelho et al. (2006), estudo transversal com 197 idosos em uma Unidade
de Geriatria em Belo Horizonte. A prevalência de desnutrição foi de 54,7%
segundo o IMC e ponto de corte do NSI e 29,7% segundo a WHO. A
presença de hipoalbuminemia, linfopenia e hipocolesterolemia indicou a
presença de desnutrição em 75,5%, 71,1% e 46,1% dos casos
respectivamente.
Possíveis causas das deficiências:
Fatores econômicos
Aspectos psicossociais
Saúde bucal
Uso de fármacos
Doenças crônicas
Desnutrição em Idosos no Mundo
Olmos et al. (2002), em estudo transversal, na Espanha, com 95 idosos
admitidos em um hospital geral, com o objetivo de conhecer a prevalência,
tipo e grau de desnutrição nesta população, utilizaram parâmetros
antropométricos, bioquímicos e imunológicos e detectaram alta prevalência
de DPC (78,9%) em diferentes graus
Mias et al. (2003) avaliaram 57 paciente idosos na Espanha e encontraram
que 89% dos pacientes estudados estavam desnutridos em diferentes
Asensio et al. (2004), em estudo prospectivo conduzido com idosos
admitidos em hospital universitário, em Madri, em 105 pacientes com 70
anos ou mais de idade, encontraram uma prevalência de desnutrição de
Martinez et al. (2004), na pesquisa transversal sobre prevalência e fatores
associados à desnutrição em 105 idosos hospitalizados em Madri, usaram
parâmetros antropométricos e bioquímicos e encontraram 51,7% de
prevalência de desnutrição
Ramos & Valverde (2005), em estudo transversal com 200 pacientes
idosos hospitalizados na Espanha, encontraram 50% de prevalência de
desnutrição, utilizando como critério de diagnóstico do estado nutricional o
1) Ausência de padronização:
Métodos de avaliação nutricional
Pontos de corte e referências
Estratos etários para idosos
2) Estudos nacionais e populacionais são escassos
Avaliação Clínica e Nutricional de Idosos
Obstáculos e Objetivos
Comportamento do Paciente
Auto Percepção da Saúde
Superestimam a saúde
Subestimam as doenças
Processo de envelhecimento ?
Comportamento da Doenças
Múltiplas patologias
Múltiplas queixas (QP ?)
O Ambiente e a Interação Profissional – Paciente
Relação de Confiança
Durante o Exame : - Ambiente sem ruídos
- Palavras claras
- Distância e Posição Adequada:
mímica facial; movimento dos lábios.
- Volume da voz.
- Iluminação adequada
- Permanecer ao lado do paciente
Estratégias para melhoria da relação Profissional-paciente:
1. Criar um ambiente favorável desde o início.
2. Tratar o paciente com respeito e consideração.
3. Cuidados com o paciente portador de déficit auditivo.
5. Cuidados com o paciente portador de déficit visual.
6. Dose o tempo para o exame de acordo com a gravidade do problema e a
tolerância do paciente.
7. Utilizar a equipe multidisciplinar, se esta estiver disponível.
8. Oferecer suporte ao cuidador.
Desafios da Geriatria
Prevenir, tratar e cuidar daqueles que constituem os problemas típicos das
pessoas de idade avançada, os chamados cinco is :
Instabilidade Postural
Incontinência
Insuficiência Cerebral
Alterações Fisiológicas do Envelhecimento Relacionadas à Alimentação
Redução na Sensação de Gosto, Cheiro, Visão, Audição e Tato
Hipogeusia / Disgeusia :
Neuropatias, IVAS, Drogas, Traumas, Menopausa,
Saúde Oral Precária
Diagnóstico: Avaliação das Queixas / Exame Oral / Função Olfatória
Tratamento: Zinco: 15 mg - 1 a 2 vezes/Dia / MSG / Flavors
Negligência com o Alimento e Hábito Alimentar
Perda do Apetite
Perda de Peso
1. Diminuição da Secreção Salivar
Sinais e Sintomas: Dificuldade de Mastigação e Deglutição
Substituição ou Redução do nível da Droga/ Drogas Alternativas
Deficiências Secretoras Basais: Pilocarpina 5 mg Oral 3 vezes/Dia
Doenças Auto-Imune: Prednisona 30 mg 4 vezes/Dia
Salivas Artificiais / Balas Duras sem Açúcar
Dietas com diferentes Texturas e Condimentos
Lavagens Bucais Freqüentes
2. Mastigação Dolorosa e Desagradável
Consumo de Alimentos mais Macios
Menor Quantidade Diária de Vit. A, C, Ác. Fólico e Fibras
Def. de Ác. Fólico , Ac. Ascórbico e Zinco:
Doença Periodontal - Avaliação Preventiva
3. Secreção Gástrica Diminuída
Ác. Clorídrico, Pepsina e Fator Intrínseco:
Hipocloridria: Diminui a Absorção de Cálcio e Ferro;
Crescimento bacteriano Excessivo:
Menor ação dos sais biliares
Má absorção de gorduras
Def. de Vit. B12: Anemia Perniciosa, Glossite, Transtornos Mentais, Diarréia,
Anorexia, Ataxia, etc.
4. Motilidade Intestinal Reduzida
Constipação Intestinal: Sensação de plenitude, dor abdominal difusa,
anorexia, pirose, flatulência, mau hálito, cefaléia, náuseas e vômitos.
Problema Real?
Avaliação: Completa: Início, presença de sangue nas fezes, antecedentes
cirúrgicos, perda de peso, mudanças recentes
no hábito alimentar
Atenção Especial: Fenolftaleína ( Sene -folha )
5. Mecanismo de Homeostase
Transtorno do mecanismo da resposta da sede
↓
pacientes idosos não solicitam líquidos
Componentes Essenciais da Avaliação Nutricional de Idosos
Peso Corporal:
Atual
Estimado
% Perda de Peso
% Segmento Corporal Amputado
Altura e Altura do Joelho
Índice de Massa Corporal
Circunferências: Braço e Panturrilha
Pregas Cutâneas: Tríceps e Subescapular
Circunferência Muscular do Braço
Pacientes parcialmente dependentes e dependentes
64, 19 + (0,04 x idade)
Mulheres = 84, 88 + (0,24 x idade)
Estatura (m)
–
–
( 2,02 x altura do joelho)
( 1,83 x altura do joelho)
Fonte: CHUMLEA (1985).
Peso (kg)
(0,98 x CP) + (1,16 x altura do joelho) + (1,73 x CB) + (0,37 x PCS)
– 81,69
Mulheres = (1,27 x CP) + (0,87 x altura do joelho) + (0,998x CB) + (0,4x PCS)
– 62,35
Fonte: CHUMLEA (1989).
Índice de massa corporal (kg/m2)
OMS (WHO, 1995)
NUTRITION ... (1992)
< 18,5
18,5 − 24,99
> 24,99
< 22
22 − 27
> 27
Circunferência da Panturrilha
< 31 cm : marcador de desnutrição
COELHO et al, 2006, CHUMLEA et al., 1995; WHO, 1985
Circunferência da Panturrilha, Sarcopenia, e Capacidade Funcional
“condição
realizar
na
as
qual
a
tarefas
força
muscular
normais
é
insuficiente
associadas
estilo de vida independente”
perda involuntária de massa
decréscimo da força e resistência muscular
associa-se com a perda de independência
CHUMLEA et al., 1995; BAUMGARTNER et al., 1998; GURALNIK
et al., 2000; RIKKERT & RIGAUD, 2003; ROLLAND et al., 2003;
CHUMLEA & SUN, 2004
Associa-se com a incapacidade funcional e risco de quedas
ROLLAND et al., 2003; CHUMLEA et al., 1995; BAUMGARTNER et al., 1998
Utilização da Circunferência da Panturrilha na Identificação de Idosos em
Estudo transversal com 197 idosos admitidos em uma Unidade de Geriatria:
Prevalência de desnutrição foi de 54,7% segundo o IMC e ponto de corte
do NSI e 29,7% segundo a WHO.
Independente da classificação adotada para definir desnutrição: análise de
regressão logística ⇒ CP ≤ 31 cm foi identificada como um marcador de
desnutrição (p<0,0001).
Parâmetro antropométrico de fácil mensuração, não invasivo, rápido e
econômico e poderá ser utilizado como um marcador para identificar idosos
hospitalizados em risco nutricional que precisarão ser monitorados.
COELHO et al, 2006
Hemoglobina
Contagem Total de Linfócitos
Eletroforese de Proteínas
Colesterol Total e Frações
Provas Funcionais Renais
Parâmetros de interpretação da albumina e contagem total de linfócitos
Albumina (g/dL)
(Shronts, 1997)
Contagem total linfócitos (mm³)
(Kuczmarski & Kuczmarski, 1994)
Desnutrição moderada
3,5 – 5,0
2,8 – 3,5
2,1 – 2,7
< 2,1
> 1800
1200 – 1800
800 – 1199
< 800
Parâmetros de interpretação de colesterol total
<160 mg/dL : limítrofe
<130 mg/dL : marcador de desnutrição
(NUTRITION ..., 2002)
Combinação de Hipoalbuminemia e Hipocolesterolemia como preditores
precoces da Mortalidade de idosos
Sinais de uma nutrição deficiente
de
fase
aguda
mediada
por
citocinas
inflamação aguda ou crônica.
Mortalidade dentro de 1 ano
Indicadores de fragilidade
Determinantes biológicas
Investigação adicional
Conseqüências Clínicas dos Distúrbios Nutricionais
Sobrepeso e Obesidade
Hipertensão Arterial
Diabetes Mellitus
Coronariopatias
Prejuízo para a capacidade funcional
Baixo Peso e Desnutrição
Maior Risco de Infecções
Baixa Capacidade de Cicatrização
Menor Resposta às Terapêuticas Cirúrgica e Medicamentosas
Maior Tempo e Custo de Hospitalização
Prejuízo para a capacidade funcional
Componentes Relacionados com a Aptidão Física:
Capacidade cardiovascular
Condição muscular
Capacidade de flexibilidade
Composição corporal
Sobrepeso e Obesidade
• Impotência Funcional
• Presença de doenças
• Sinais e Sintomas
• Estado Funcional
• Estado Cognitivo
• Uso de Medicamentos
Uso de medicamentos
Maior risco de interações entre drogas e nutrientes:
- Aumento na proporção de tecido adiposo;
- Redução da massa corporal magra;
- Diminuição da massa celular hepática;
- Diminuição do fluxo sanguíneo; e
- Comprometimento da função renal.
• Medicamentos associados com anorexia e desnutrição :
- Antagonistas de H2
• Medicamentos que estimulam o apetite e levam ao ganho de peso:
- Antipsicóticos (risperidona, olanzapina)
- Drogas antidepressivas (amitriptilina)
- Anticonvulsivante (ácido valpróico)
• Mecanismos do Compromentimento Nutricional:
- Drogas que causam sonolência, náusea, tontura, ataxia, confusão, cefaléia,
fraqueza, tremor ou neuropatia periférica → interferem na capacidade ou no
desejo de se alimentar.
- Drogas podem afetar o sentido gustativo e olfatório
- Drogas anticolinérgicas → xerostomia
• Atenção às Alterações Secundárias à Desnutrição
↓
perda de massa muscular e diminuição das reservas protéicas viscerais podem
afetar a distribuição das drogas que se ligam à proteína(varfarina, fenitoína)
↓
idosos com níveis baixos de albumina (< 3.0 g/dL): Maiores riscos de efeitos
• Maior proporção de tecido adiposo em pacientes idosos
↓
Acúmulo de drogas lipossolúveis(benzodiazepínicos) :
Liberação prolongada e maior toxicidade
• Frente a qualidade dos alimentos:
quem compra / o que compra;
quem prepara / o que prepara.
• Frente a ingestão oral: -alimentos
quantidade,
consistência;
consumidos:
freqüência,
qualidade;
capacidade
horários
física
gasto
para
para
;
se
realizar
preferências.
alimentar
as
olfatório.
redução ou distorção do sentido gustativo e
dificuldade de ingestão (disfagia, recusa parcial
problemas gastrointestinais).
Informações obtidas → comparadas:
Informações anteriormente obtidas de ingestão do próprio
indivíduo;
Recomendações Dietéticas para o consumo de nutrientes;
Pirâmide dos Alimentos.
Frente as necessidades nutricionais:
a via oral usual exclusiva é suficiente para atingir esse critério?
torna-se necessário adaptação da dieta oral e/ou uso de
suplementos?
Protocolos de Avaliação Nutricional do Idoso
• Lista de Auto-Avaliação
Concebida para ser utilizada como a primeira ferramenta de intervenção
para o monitoramento nutricional;
Visa identificar idosos com problemas nutricionais ou estado nutricional
Próprio indivíduo ou o cuidador pode identificar os problemas nutricionais e
determinar o risco nutricional;
Pontuação › 6 indica → avaliação nutricional de Nível I.
• Avaliação Nutricional de Nível I
Contém questões sobre peso, altura, hábitos alimentares e estado
Deve ser administrado por profissionais da área de saúde;
Se for determinado que o paciente está com risco nutricional deve se fazer
a avaliação de nível II, associada com um exame clínico.
• Avaliação de Nível II
Objetivo: identificar indivíduos com alto risco nutricional, por meio de
história médica e dietética, dados antropométricos e laboratoriais.
Também se faz uma investigação minuciosa de hábitos alimentares,
condições de vida, saúde mental e capacidade funcional;
Inclui : indicadores antropométricos, exames bioquímicos, avaliação
cognitiva (Mini Exame do Estado Mental), avaliação do estado cognitivo
(Escala de Depressão Geriátrica, Índice de Depressão de Beck), uso
crônico de medicamentos e sinais clínicos de deficiências nutricionais
(alterações na pele, fraturas ou dor óssea, alterações no tecido oral).
Índice de Risco Nutricional (IRN)
Pode ser usado como uma alternativa ou em conjunto com a Lista de Auto-
Avaliação do NSI;
Inclui: dezesseis questões sobre de ingestão de alimentos, restrições
dietéticas, quadros mórbidos que afetam a ingestão de alimentos, doenças
associadas com a ingestão dos mesmos e mudanças significativas no
hábito alimentar e deve ser aplicado por profissionais da área de saúde;
Pontuação ≥ 7 → Risco nutricional, má saúde geral e necessitam de maior
uso de serviços de saúde → Avaliação Nutricional de Nível I
Mini Avaliação Nutricional
Perguntas simples : medidas antropométricas, informações dietéticas,
avaliação global e auto-percepção da saúde e nutrição, para serem
respondidas em menos de 10 minutos ;
A pontuação obtida permite identificar idosos com bom estado nutricional,
em risco nutricional e desnutridos.
Planejamento da Dieta . Componentes Dietéticos:
Energia - Harris- Benedict
Proteínas - 10 a 20% do VCT ou 0.8g/Kg Peso
Lipídeos - Até 30% do VCT. Sendo:
10% saturada;
10% monoinsaturada; e
10% poliinsaturada;
Colesterol dietético < 300mg/Dia
Carboidratos : 50 a 60% do total de energia.
Açúcar simples: 10% do VCT
Açúcar complexo: aporte integral.
Fibras: 20-30g/Dia
Considerações Especiais
Fibras Solúveis
- VO: 25% do total diário
NE: 6 - 14g/l
Fibras Insolúveis - porção remanescente
Oligossacarídeos - FOS - 3g/dia
Efeitos adversos do uso excessivo de fibras
Estado de hidratação normal ( assumindo função
renal e cardíacas normais ):
35 ml/Kg 18 - 55 anos
30 ml/Kg 55 - 65 anos
25 ml/Kg > 65 anos
1 ml/cal ingerida ( referente à fórmula enteral )
VITAMINAS e MINERAIS - Padrão Individual X RDA/ IDR
Intervenção Nutricional
Via Oral Exclusiva
Via Oral Suplementada
Via Oral Espessada
Via Oral + Via Enteral
Via Enteral Exclusiva
Avaliação do Cuidado Nutricional
Monitorização da ingestão alimentar e de fluidos;
Avaliação da ingesta atual frente ás metas estabelecidas;
Avaliação da adesão ao plano dietético proposto;
Monitorização Bioquímica;
Monitorização Antropométrica;
Monitorização Clínica.
em Geriatria - CIAPE
2008
Profa. Adriana Keller Coelho
adrianakeller@terra.com.br
Nutrição para Idosos
Sinais de Risco para Desnutrição: Determine.
Reduced social contact
Involuntary weight loss or gain
Needs assistance in self care
Elders above the age of 80
Risco de morrer no Brasil por Desnutrição durante a velhice:
71% maior do que nos Estados Unidos da América do Norte 32,13% do
que na Costa Rica
Óbitos por desnutrição em idosos entre 1980 e 1997: 36.955 .
64,9% do total ) foram registrados na região sudeste.
OTERO e cols. Rev Saúde Pública. 2002; 36(2).
Desnutrição em Idosos no Brasil
IBRANUTRI (CORREIA et al., 1998; WAITZBERG et al., 2001), estudo
multicêntrico, realizado em 25 hospitais distribuídos em 12 estados
brasileiros e no Distrito Federal.
envolvidos, 1.440 (36%) tinham 60 anos ou mais de idade. Mediante a
Dos 4.000 pacientes hospitalizados
ANSG, 52,8% dos pacientes idosos foram associados à maior prevalência
de desnutrição, comparados com aqueles eutróficos (44,7%)
Cordeiro & Moreira (2003), que avaliaram o estado nutricional de 23
mulheres idosas hospitalizadas na cidade de Curitiba – Paraná com o
objetivo de analisar a eficácia e a praticidade do método de ANSG.
Encontraram 65% de desnutrição no grupo estudado ao considerarem o
IMC e 70% utilizando o método de ANSG.
Coelho et al. (2006), estudo transversal com 197 idosos em uma Unidade
de Geriatria em Belo Horizonte. A prevalência de desnutrição foi de 54,7%
segundo o IMC e ponto de corte do NSI e 29,7% segundo a WHO. A
presença de hipoalbuminemia, linfopenia e hipocolesterolemia indicou a
presença de desnutrição em 75,5%, 71,1% e 46,1% dos casos
respectivamente.
Possíveis causas das deficiências:
Fatores econômicos
Aspectos psicossociais
Saúde bucal
Uso de fármacos
Doenças crônicas
Desnutrição em Idosos no Mundo
Olmos et al. (2002), em estudo transversal, na Espanha, com 95 idosos
admitidos em um hospital geral, com o objetivo de conhecer a prevalência,
tipo e grau de desnutrição nesta população, utilizaram parâmetros
antropométricos, bioquímicos e imunológicos e detectaram alta prevalência
de DPC (78,9%) em diferentes graus
Mias et al. (2003) avaliaram 57 paciente idosos na Espanha e encontraram
que 89% dos pacientes estudados estavam desnutridos em diferentes
Asensio et al. (2004), em estudo prospectivo conduzido com idosos
admitidos em hospital universitário, em Madri, em 105 pacientes com 70
anos ou mais de idade, encontraram uma prevalência de desnutrição de
Martinez et al. (2004), na pesquisa transversal sobre prevalência e fatores
associados à desnutrição em 105 idosos hospitalizados em Madri, usaram
parâmetros antropométricos e bioquímicos e encontraram 51,7% de
prevalência de desnutrição
Ramos & Valverde (2005), em estudo transversal com 200 pacientes
idosos hospitalizados na Espanha, encontraram 50% de prevalência de
desnutrição, utilizando como critério de diagnóstico do estado nutricional o
1) Ausência de padronização:
Métodos de avaliação nutricional
Pontos de corte e referências
Estratos etários para idosos
2) Estudos nacionais e populacionais são escassos
Avaliação Clínica e Nutricional de Idosos
Obstáculos e Objetivos
Comportamento do Paciente
Auto Percepção da Saúde
Superestimam a saúde
Subestimam as doenças
Processo de envelhecimento ?
Comportamento da Doenças
Múltiplas patologias
Múltiplas queixas (QP ?)
O Ambiente e a Interação Profissional – Paciente
Relação de Confiança
Durante o Exame : - Ambiente sem ruídos
- Palavras claras
- Distância e Posição Adequada:
mímica facial; movimento dos lábios.
- Volume da voz.
- Iluminação adequada
- Permanecer ao lado do paciente
Estratégias para melhoria da relação Profissional-paciente:
1. Criar um ambiente favorável desde o início.
2. Tratar o paciente com respeito e consideração.
3. Cuidados com o paciente portador de déficit auditivo.
5. Cuidados com o paciente portador de déficit visual.
6. Dose o tempo para o exame de acordo com a gravidade do problema e a
tolerância do paciente.
7. Utilizar a equipe multidisciplinar, se esta estiver disponível.
8. Oferecer suporte ao cuidador.
Desafios da Geriatria
Prevenir, tratar e cuidar daqueles que constituem os problemas típicos das
pessoas de idade avançada, os chamados cinco is :
Instabilidade Postural
Incontinência
Insuficiência Cerebral
Alterações Fisiológicas do Envelhecimento Relacionadas à Alimentação
Redução na Sensação de Gosto, Cheiro, Visão, Audição e Tato
Hipogeusia / Disgeusia :
Neuropatias, IVAS, Drogas, Traumas, Menopausa,
Saúde Oral Precária
Diagnóstico: Avaliação das Queixas / Exame Oral / Função Olfatória
Tratamento: Zinco: 15 mg - 1 a 2 vezes/Dia / MSG / Flavors
Negligência com o Alimento e Hábito Alimentar
Perda do Apetite
Perda de Peso
1. Diminuição da Secreção Salivar
Sinais e Sintomas: Dificuldade de Mastigação e Deglutição
Substituição ou Redução do nível da Droga/ Drogas Alternativas
Deficiências Secretoras Basais: Pilocarpina 5 mg Oral 3 vezes/Dia
Doenças Auto-Imune: Prednisona 30 mg 4 vezes/Dia
Salivas Artificiais / Balas Duras sem Açúcar
Dietas com diferentes Texturas e Condimentos
Lavagens Bucais Freqüentes
2. Mastigação Dolorosa e Desagradável
Consumo de Alimentos mais Macios
Menor Quantidade Diária de Vit. A, C, Ác. Fólico e Fibras
Def. de Ác. Fólico , Ac. Ascórbico e Zinco:
Doença Periodontal - Avaliação Preventiva
3. Secreção Gástrica Diminuída
Ác. Clorídrico, Pepsina e Fator Intrínseco:
Hipocloridria: Diminui a Absorção de Cálcio e Ferro;
Crescimento bacteriano Excessivo:
Menor ação dos sais biliares
Má absorção de gorduras
Def. de Vit. B12: Anemia Perniciosa, Glossite, Transtornos Mentais, Diarréia,
Anorexia, Ataxia, etc.
4. Motilidade Intestinal Reduzida
Constipação Intestinal: Sensação de plenitude, dor abdominal difusa,
anorexia, pirose, flatulência, mau hálito, cefaléia, náuseas e vômitos.
Problema Real?
Avaliação: Completa: Início, presença de sangue nas fezes, antecedentes
cirúrgicos, perda de peso, mudanças recentes
no hábito alimentar
Atenção Especial: Fenolftaleína ( Sene -folha )
5. Mecanismo de Homeostase
Transtorno do mecanismo da resposta da sede
↓
pacientes idosos não solicitam líquidos
Componentes Essenciais da Avaliação Nutricional de Idosos
Peso Corporal:
Atual
Estimado
% Perda de Peso
% Segmento Corporal Amputado
Altura e Altura do Joelho
Índice de Massa Corporal
Circunferências: Braço e Panturrilha
Pregas Cutâneas: Tríceps e Subescapular
Circunferência Muscular do Braço
Pacientes parcialmente dependentes e dependentes
64, 19 + (0,04 x idade)
Mulheres = 84, 88 + (0,24 x idade)
Estatura (m)
–
–
( 2,02 x altura do joelho)
( 1,83 x altura do joelho)
Fonte: CHUMLEA (1985).
Peso (kg)
(0,98 x CP) + (1,16 x altura do joelho) + (1,73 x CB) + (0,37 x PCS)
– 81,69
Mulheres = (1,27 x CP) + (0,87 x altura do joelho) + (0,998x CB) + (0,4x PCS)
– 62,35
Fonte: CHUMLEA (1989).
Índice de massa corporal (kg/m2)
OMS (WHO, 1995)
NUTRITION ... (1992)
< 18,5
18,5 − 24,99
> 24,99
< 22
22 − 27
> 27
Circunferência da Panturrilha
< 31 cm : marcador de desnutrição
COELHO et al, 2006, CHUMLEA et al., 1995; WHO, 1985
Circunferência da Panturrilha, Sarcopenia, e Capacidade Funcional
“condição
realizar
na
as
qual
a
tarefas
força
muscular
normais
é
insuficiente
associadas
estilo de vida independente”
perda involuntária de massa
decréscimo da força e resistência muscular
associa-se com a perda de independência
CHUMLEA et al., 1995; BAUMGARTNER et al., 1998; GURALNIK
et al., 2000; RIKKERT & RIGAUD, 2003; ROLLAND et al., 2003;
CHUMLEA & SUN, 2004
Associa-se com a incapacidade funcional e risco de quedas
ROLLAND et al., 2003; CHUMLEA et al., 1995; BAUMGARTNER et al., 1998
Utilização da Circunferência da Panturrilha na Identificação de Idosos em
Estudo transversal com 197 idosos admitidos em uma Unidade de Geriatria:
Prevalência de desnutrição foi de 54,7% segundo o IMC e ponto de corte
do NSI e 29,7% segundo a WHO.
Independente da classificação adotada para definir desnutrição: análise de
regressão logística ⇒ CP ≤ 31 cm foi identificada como um marcador de
desnutrição (p<0,0001).
Parâmetro antropométrico de fácil mensuração, não invasivo, rápido e
econômico e poderá ser utilizado como um marcador para identificar idosos
hospitalizados em risco nutricional que precisarão ser monitorados.
COELHO et al, 2006
Hemoglobina
Contagem Total de Linfócitos
Eletroforese de Proteínas
Colesterol Total e Frações
Provas Funcionais Renais
Parâmetros de interpretação da albumina e contagem total de linfócitos
Albumina (g/dL)
(Shronts, 1997)
Contagem total linfócitos (mm³)
(Kuczmarski & Kuczmarski, 1994)
Desnutrição moderada
3,5 – 5,0
2,8 – 3,5
2,1 – 2,7
< 2,1
> 1800
1200 – 1800
800 – 1199
< 800
Parâmetros de interpretação de colesterol total
<160 mg/dL : limítrofe
<130 mg/dL : marcador de desnutrição
(NUTRITION ..., 2002)
Combinação de Hipoalbuminemia e Hipocolesterolemia como preditores
precoces da Mortalidade de idosos
Sinais de uma nutrição deficiente
de
fase
aguda
mediada
por
citocinas
inflamação aguda ou crônica.
Mortalidade dentro de 1 ano
Indicadores de fragilidade
Determinantes biológicas
Investigação adicional
Conseqüências Clínicas dos Distúrbios Nutricionais
Sobrepeso e Obesidade
Hipertensão Arterial
Diabetes Mellitus
Coronariopatias
Prejuízo para a capacidade funcional
Baixo Peso e Desnutrição
Maior Risco de Infecções
Baixa Capacidade de Cicatrização
Menor Resposta às Terapêuticas Cirúrgica e Medicamentosas
Maior Tempo e Custo de Hospitalização
Prejuízo para a capacidade funcional
Componentes Relacionados com a Aptidão Física:
Capacidade cardiovascular
Condição muscular
Capacidade de flexibilidade
Composição corporal
Sobrepeso e Obesidade
• Impotência Funcional
• Presença de doenças
• Sinais e Sintomas
• Estado Funcional
• Estado Cognitivo
• Uso de Medicamentos
Uso de medicamentos
Maior risco de interações entre drogas e nutrientes:
- Aumento na proporção de tecido adiposo;
- Redução da massa corporal magra;
- Diminuição da massa celular hepática;
- Diminuição do fluxo sanguíneo; e
- Comprometimento da função renal.
• Medicamentos associados com anorexia e desnutrição :
- Antagonistas de H2
• Medicamentos que estimulam o apetite e levam ao ganho de peso:
- Antipsicóticos (risperidona, olanzapina)
- Drogas antidepressivas (amitriptilina)
- Anticonvulsivante (ácido valpróico)
• Mecanismos do Compromentimento Nutricional:
- Drogas que causam sonolência, náusea, tontura, ataxia, confusão, cefaléia,
fraqueza, tremor ou neuropatia periférica → interferem na capacidade ou no
desejo de se alimentar.
- Drogas podem afetar o sentido gustativo e olfatório
- Drogas anticolinérgicas → xerostomia
• Atenção às Alterações Secundárias à Desnutrição
↓
perda de massa muscular e diminuição das reservas protéicas viscerais podem
afetar a distribuição das drogas que se ligam à proteína(varfarina, fenitoína)
↓
idosos com níveis baixos de albumina (< 3.0 g/dL): Maiores riscos de efeitos
• Maior proporção de tecido adiposo em pacientes idosos
↓
Acúmulo de drogas lipossolúveis(benzodiazepínicos) :
Liberação prolongada e maior toxicidade
• Frente a qualidade dos alimentos:
quem compra / o que compra;
quem prepara / o que prepara.
• Frente a ingestão oral: -alimentos
quantidade,
consistência;
consumidos:
freqüência,
qualidade;
capacidade
horários
física
gasto
para
para
;
se
realizar
preferências.
alimentar
as
olfatório.
redução ou distorção do sentido gustativo e
dificuldade de ingestão (disfagia, recusa parcial
problemas gastrointestinais).
Informações obtidas → comparadas:
Informações anteriormente obtidas de ingestão do próprio
indivíduo;
Recomendações Dietéticas para o consumo de nutrientes;
Pirâmide dos Alimentos.
Frente as necessidades nutricionais:
a via oral usual exclusiva é suficiente para atingir esse critério?
torna-se necessário adaptação da dieta oral e/ou uso de
suplementos?
Protocolos de Avaliação Nutricional do Idoso
• Lista de Auto-Avaliação
Concebida para ser utilizada como a primeira ferramenta de intervenção
para o monitoramento nutricional;
Visa identificar idosos com problemas nutricionais ou estado nutricional
Próprio indivíduo ou o cuidador pode identificar os problemas nutricionais e
determinar o risco nutricional;
Pontuação › 6 indica → avaliação nutricional de Nível I.
• Avaliação Nutricional de Nível I
Contém questões sobre peso, altura, hábitos alimentares e estado
Deve ser administrado por profissionais da área de saúde;
Se for determinado que o paciente está com risco nutricional deve se fazer
a avaliação de nível II, associada com um exame clínico.
• Avaliação de Nível II
Objetivo: identificar indivíduos com alto risco nutricional, por meio de
história médica e dietética, dados antropométricos e laboratoriais.
Também se faz uma investigação minuciosa de hábitos alimentares,
condições de vida, saúde mental e capacidade funcional;
Inclui : indicadores antropométricos, exames bioquímicos, avaliação
cognitiva (Mini Exame do Estado Mental), avaliação do estado cognitivo
(Escala de Depressão Geriátrica, Índice de Depressão de Beck), uso
crônico de medicamentos e sinais clínicos de deficiências nutricionais
(alterações na pele, fraturas ou dor óssea, alterações no tecido oral).
Índice de Risco Nutricional (IRN)
Pode ser usado como uma alternativa ou em conjunto com a Lista de Auto-
Avaliação do NSI;
Inclui: dezesseis questões sobre de ingestão de alimentos, restrições
dietéticas, quadros mórbidos que afetam a ingestão de alimentos, doenças
associadas com a ingestão dos mesmos e mudanças significativas no
hábito alimentar e deve ser aplicado por profissionais da área de saúde;
Pontuação ≥ 7 → Risco nutricional, má saúde geral e necessitam de maior
uso de serviços de saúde → Avaliação Nutricional de Nível I
Mini Avaliação Nutricional
Perguntas simples : medidas antropométricas, informações dietéticas,
avaliação global e auto-percepção da saúde e nutrição, para serem
respondidas em menos de 10 minutos ;
A pontuação obtida permite identificar idosos com bom estado nutricional,
em risco nutricional e desnutridos.
Planejamento da Dieta . Componentes Dietéticos:
Energia - Harris- Benedict
Proteínas - 10 a 20% do VCT ou 0.8g/Kg Peso
Lipídeos - Até 30% do VCT. Sendo:
10% saturada;
10% monoinsaturada; e
10% poliinsaturada;
Colesterol dietético < 300mg/Dia
Carboidratos : 50 a 60% do total de energia.
Açúcar simples: 10% do VCT
Açúcar complexo: aporte integral.
Fibras: 20-30g/Dia
Considerações Especiais
Fibras Solúveis
- VO: 25% do total diário
NE: 6 - 14g/l
Fibras Insolúveis - porção remanescente
Oligossacarídeos - FOS - 3g/dia
Efeitos adversos do uso excessivo de fibras
Estado de hidratação normal ( assumindo função
renal e cardíacas normais ):
35 ml/Kg 18 - 55 anos
30 ml/Kg 55 - 65 anos
25 ml/Kg > 65 anos
1 ml/cal ingerida ( referente à fórmula enteral )
VITAMINAS e MINERAIS - Padrão Individual X RDA/ IDR
Intervenção Nutricional
Via Oral Exclusiva
Via Oral Suplementada
Via Oral Espessada
Via Oral + Via Enteral
Via Enteral Exclusiva
Avaliação do Cuidado Nutricional
Monitorização da ingestão alimentar e de fluidos;
Avaliação da ingesta atual frente ás metas estabelecidas;
Avaliação da adesão ao plano dietético proposto;
Monitorização Bioquímica;
Monitorização Antropométrica;
Monitorização Clínica.
Proper nutrition for older people is something that should never be overlooked. A nutrição adequada para os idosos é algo que nunca deve ser menosprezada. Explore this article to learn more. Explore este artigo para aprender mais.
With old age, a person becomes more susceptible to various diseases. Com a velhice, a pessoa fica mais suscetível a várias doenças. The person becomes fragile and vulnerable, thus inviting a number of health issues like delicate bowels and the incapability of the body to digest food properly. A pessoa torna-se frágil e vulnerável, portanto, convidar uma série de problemas de saúde como intestinos delicados e incapacidade de o organismo a digerir os alimentos corretamente. Due to these and other reasons, older people run the risk of undernourishment. Devido a essas e outras razões, os idosos correm o risco de desnutrição. Undernourishment lowers the immunity and can aggravate existing health problems. A desnutrição reduz a imunidade e pode agravar os problemas de saúde existentes. It is therefore important for the older folks to have a balanced and good diet that will keep them in the pink of health. Por isso é importante para os mais velhos para ter uma dieta balanceada e bons que vai mantê-los na rosa de saúde. Proper nutrition for older people is something that should never be overlooked. A nutrição adequada para os idosos é algo que nunca deve ser menosprezada. They need the same nutrients as younger people, but in differing quantities. Elas precisam de nutrientes como as pessoas mais jovens, mas em quantidades diferentes. As one gets older, the number of calories required is typically less than when one was younger. Como um indivíduo envelhece, o número de calorias necessárias é tipicamente menor do que quando uma era mais jovem. It is therefore vital that one chooses a diet that fulfills all requirements. Portanto, é vital que se escolhe uma dieta que preenche todos os requisitos. Here are a few pointers on vital elements that one needs to bear in mind while devising meals that are nutritionally loaded and healthy. Aqui estão algumas indicações sobre elementos essenciais que é preciso ter em mente ao planejar as refeições que são carregados e nutricionalmente saudável.
Nutrition Guide For Older People Guia de Nutrição para Idosos
Fiber Rich Food Fibra de alimentos ricos
Many older people run the risk of bowel problems and constipation because of gut sluggishness. Muitas pessoas de idade correm o risco de problemas intestinais e prisão de ventre por causa da lentidão do intestino. Including a high fiber cereal diet, fruits and vegetables will do one good. Incluindo uma dieta alta fibra de cereais, frutas e legumes vai fazer um bom. However, one should be cautious with unwarranted quantities of very high fiber foods as they can be too heavy and may get in the way with the absorption of certain nutrients. No entanto, deve ser cauteloso com as quantidades de alimentos ricos em fibras injustificada muito elevados, dado que pode ser muito pesado e pode ficar no caminho com a absorção de certos nutrientes. It is also important to intake a minimum of 8 glasses of water in order to keep your intestines in perfect working condition. Também é importante a ingestão de um mínimo de 8 copos de água para manter o intestino em perfeitas condições.
Fat Intake Suggestions Sugestões de consumo de gordura
As one reaches his or her twilight years, the body finds it hard to digest fatty food. Como se atinge o seu ou seus anos de decadência, o organismo tem dificuldade para digerir alimentos gordurosos. It is therefore a good idea to limit the intake of fatty substances unless really necessary. É, portanto, uma boa idéia para limitar a ingestão de substâncias gordurosas, a menos é realmente necessário.
Vitamin A Intake Ingestão de Vitamina A
Vitamin A is vital in sustaining good eye sight, immunity and tissue growth. A vitamina A é essencial para sustentar a visão boa, imunidade e crescimento do tecido. It is therefore good to include food sources such as spinach, sweet potatoes, carrots and leafy vegetables in one's diet. Por isso, é bom incluir fontes de alimentos como espinafre, batata doce, cenoura e legumes na dieta.
Calcium Intake Consumo de Cálcio
All of us have heard how important a calcium rich diet is, especially to keep the bones in great working condition. Todos nós já ouvimos o quão importante uma dieta rica em cálcio é, sobretudo para manter os ossos na condição de trabalho excelente. The intake of calcium rich food is even more important especially for older people as they run the risk of osteoporosis. A ingestão de alimentos ricos em cálcio é ainda mais importante, especialmente para os idosos, que correm o risco de osteoporose. Foods that are rich in calcium are: tofu, soya milk, leafy vegetables, fish and milk among others. Os alimentos que são ricos em cálcio são: tofu, leite de soja, legumes, peixes e leite, entre outros. You could include these in your day to meals. Você poderia incluir estes em seu dia às refeições.
Vitamin B12 Intake Ingestão de vitamina B12
Vitamin B12 isvery important for the creation of red blood cells. Vitamina B12 isvery importantes para a criação de células vermelhas do sangue. Lack of this very important vitamin can result in one falling prey to anemia. A falta desta vitamina muito importante pode resultar em uma queda presa anemia. Foods that are rich in vitamin B12 are: liver, beef, pork, mutton; chicken, eggs, fish and dairy products like milk and curds. Os alimentos que são ricos em vitamina B12 são: carne, fígado de porco, carneiro, frango, ovos, peixe e produtos lácteos, como leite e coalhada. You can incorporate reasonable quantities of such foods in your daily meals. Você pode incorporar uma quantidade razoável de tais alimentos em suas refeições diárias.
Tips For Quick Nourishing Munchies Dicas para Quick Munchies Nutritivo
Digestive biscuits with cheese toppings, teacakes, yoghurt, fruit, malt loaf, fruit cake, breakfast cereals and soup. biscoitos digestivos com recheios de queijo, teacakes, iogurte, fruta, pão de malte, bolo de frutas, cereais de pequeno-almoço e sopa.
Toast with sardines, cheese, beans, ravioli, tinned spaghetti or well-cooked eggs. Brinde com sardinhas, queijo, feijão, ravioli, espaguete enlatado ou ovos bem cozidos.
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Texto original em inglês:
Proper nutrition for older people is something that should never be overlooked.
Sugira uma tradução melhor
With old age, a person becomes more susceptible to various diseases. Com a velhice, a pessoa fica mais suscetível a várias doenças. The person becomes fragile and vulnerable, thus inviting a number of health issues like delicate bowels and the incapability of the body to digest food properly. A pessoa torna-se frágil e vulnerável, portanto, convidar uma série de problemas de saúde como intestinos delicados e incapacidade de o organismo a digerir os alimentos corretamente. Due to these and other reasons, older people run the risk of undernourishment. Devido a essas e outras razões, os idosos correm o risco de desnutrição. Undernourishment lowers the immunity and can aggravate existing health problems. A desnutrição reduz a imunidade e pode agravar os problemas de saúde existentes. It is therefore important for the older folks to have a balanced and good diet that will keep them in the pink of health. Por isso é importante para os mais velhos para ter uma dieta balanceada e bons que vai mantê-los na rosa de saúde. Proper nutrition for older people is something that should never be overlooked. A nutrição adequada para os idosos é algo que nunca deve ser menosprezada. They need the same nutrients as younger people, but in differing quantities. Elas precisam de nutrientes como as pessoas mais jovens, mas em quantidades diferentes. As one gets older, the number of calories required is typically less than when one was younger. Como um indivíduo envelhece, o número de calorias necessárias é tipicamente menor do que quando uma era mais jovem. It is therefore vital that one chooses a diet that fulfills all requirements. Portanto, é vital que se escolhe uma dieta que preenche todos os requisitos. Here are a few pointers on vital elements that one needs to bear in mind while devising meals that are nutritionally loaded and healthy. Aqui estão algumas indicações sobre elementos essenciais que é preciso ter em mente ao planejar as refeições que são carregados e nutricionalmente saudável.
Nutrition Guide For Older People Guia de Nutrição para Idosos
Fiber Rich Food Fibra de alimentos ricos
Many older people run the risk of bowel problems and constipation because of gut sluggishness. Muitas pessoas de idade correm o risco de problemas intestinais e prisão de ventre por causa da lentidão do intestino. Including a high fiber cereal diet, fruits and vegetables will do one good. Incluindo uma dieta alta fibra de cereais, frutas e legumes vai fazer um bom. However, one should be cautious with unwarranted quantities of very high fiber foods as they can be too heavy and may get in the way with the absorption of certain nutrients. No entanto, deve ser cauteloso com as quantidades de alimentos ricos em fibras injustificada muito elevados, dado que pode ser muito pesado e pode ficar no caminho com a absorção de certos nutrientes. It is also important to intake a minimum of 8 glasses of water in order to keep your intestines in perfect working condition. Também é importante a ingestão de um mínimo de 8 copos de água para manter o intestino em perfeitas condições.
Fat Intake Suggestions Sugestões de consumo de gordura
As one reaches his or her twilight years, the body finds it hard to digest fatty food. Como se atinge o seu ou seus anos de decadência, o organismo tem dificuldade para digerir alimentos gordurosos. It is therefore a good idea to limit the intake of fatty substances unless really necessary. É, portanto, uma boa idéia para limitar a ingestão de substâncias gordurosas, a menos é realmente necessário.
Vitamin A Intake Ingestão de Vitamina A
Vitamin A is vital in sustaining good eye sight, immunity and tissue growth. A vitamina A é essencial para sustentar a visão boa, imunidade e crescimento do tecido. It is therefore good to include food sources such as spinach, sweet potatoes, carrots and leafy vegetables in one's diet. Por isso, é bom incluir fontes de alimentos como espinafre, batata doce, cenoura e legumes na dieta.
Calcium Intake Consumo de Cálcio
All of us have heard how important a calcium rich diet is, especially to keep the bones in great working condition. Todos nós já ouvimos o quão importante uma dieta rica em cálcio é, sobretudo para manter os ossos na condição de trabalho excelente. The intake of calcium rich food is even more important especially for older people as they run the risk of osteoporosis. A ingestão de alimentos ricos em cálcio é ainda mais importante, especialmente para os idosos, que correm o risco de osteoporose. Foods that are rich in calcium are: tofu, soya milk, leafy vegetables, fish and milk among others. Os alimentos que são ricos em cálcio são: tofu, leite de soja, legumes, peixes e leite, entre outros. You could include these in your day to meals. Você poderia incluir estes em seu dia às refeições.
Vitamin B12 Intake Ingestão de vitamina B12
Vitamin B12 isvery important for the creation of red blood cells. Vitamina B12 isvery importantes para a criação de células vermelhas do sangue. Lack of this very important vitamin can result in one falling prey to anemia. A falta desta vitamina muito importante pode resultar em uma queda presa anemia. Foods that are rich in vitamin B12 are: liver, beef, pork, mutton; chicken, eggs, fish and dairy products like milk and curds. Os alimentos que são ricos em vitamina B12 são: carne, fígado de porco, carneiro, frango, ovos, peixe e produtos lácteos, como leite e coalhada. You can incorporate reasonable quantities of such foods in your daily meals. Você pode incorporar uma quantidade razoável de tais alimentos em suas refeições diárias.
Tips For Quick Nourishing Munchies Dicas para Quick Munchies Nutritivo
Digestive biscuits with cheese toppings, teacakes, yoghurt, fruit, malt loaf, fruit cake, breakfast cereals and soup. biscoitos digestivos com recheios de queijo, teacakes, iogurte, fruta, pão de malte, bolo de frutas, cereais de pequeno-almoço e sopa.
Toast with sardines, cheese, beans, ravioli, tinned spaghetti or well-cooked eggs. Brinde com sardinhas, queijo, feijão, ravioli, espaguete enlatado ou ovos bem cozidos.
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Texto original em inglês:
Proper nutrition for older people is something that should never be overlooked.
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Exercise & Nutrition Intervention for Older Adults Exercício e Intervenção Nutricional para Idosos
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Exercise & Nutrition Intervention for Older Adults Exercício e Intervenção Nutricional para Idosos
Overview Resumo
Taking care of yourself through diet and exercise becomes increasingly important as you age. Cuidar de si próprio através de dieta e exercício físico torna-se cada vez mais importante à medida que envelhece. The physiological changes that occur during aging can be slowed or improved with nutrition and exercise. As alterações fisiológicas que ocorrem durante o envelhecimento pode ser retardado ou melhoradas com alimentação e exercício físico. Physical activity becomes more about maintaining functionality and independence with activities of daily living. A atividade física torna-se mais sobre como manter a funcionalidade e independência com atividades da vida diária. Nutrition becomes an adjunct to exercise, increasing health and decreasing disease. Nutrição torna-se um complemento para o exercício, aumentando a saúde e diminuindo a doença.
Nutrition for Your Conidition Nutrição para o seu Conidition
According to the book "Nutrition" by Frances Sizer and Eleanor Whitney, nutritional needs with age become increasingly individual. Segundo o livro "Nutrição" de Frances Sizer e Eleanor Whitney, as necessidades nutricionais com a idade cada vez mais individual. With age, medical history dictates nutrition. Com a idade, história médica dita nutrição. Conditions such as acid reflux, arthritis, Alzheimer's disease and osteoporosis play a part in the food choices that you make. Condições como refluxo ácido, artrite, doença de Alzheimer e osteoporose desempenham um papel na escolha de alimentos que você faz. Being aware of how nutrition can improve your conditions is the first step. Estar ciente de como a nutrição pode melhorar as suas condições é o primeiro passo.
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Energy Requirements Exigências de energia
As you age, energy needs decrease. Conforme você envelhece, as necessidades de energia diminui. Sarcopenia, a natural loss of muscle mass, along with a decreased number of active cells in organs, means a lower metabolic rate. Sarcopenia, a perda natural da massa muscular, juntamente com uma diminuição do número de células ativas nos órgãos, significa uma menor taxa metabólica. Of course, energy needs may increase with physical activity. É claro que as necessidades de energia pode aumentar com a atividade física. However, an older adult should be aware of his necessary intake of calories. No entanto, um adulto mais velho deve estar ciente de sua ingestão de calorias necessárias. According to Sizer and Whitney, after age 50, there is about a 5 percent decrease in the recommended intake of calories. De acordo com Sizer e Whitney, após 50 anos de idade, há cerca de um decréscimo de 5 por cento o consumo recomendado de calorias.
Exercise Exercício
Physical activity benefits the aging population in several ways. A atividade física beneficia o envelhecimento da população de várias maneiras. Maria Antoinette Fiatarone Singh, MD, wrote in "Exercise and Aging" in 2004 about what exercise can do for elderly people. Maria Antonieta Fiatarone Singh, MD, escreveu em "Exercício e Envelhecimento", em 2004, sobre o que o exercício pode fazer para as pessoas idosas. She says there are five main benefits: minimize the biological effects of aging, health and wellness, decrease disease and mortality, assist in treatment of disease and decrease disability. Ela diz que há cinco benefícios principais: minimizar os efeitos biológicos do envelhecimento, saúde e bem-estar, diminuição de doenças e mortalidade, auxiliar no tratamento de doenças e deficiências diminuir.
Exercise Program Programa de Exercício
Before you begin any new exercise program, consult your doctor. Antes de começar qualquer novo programa de exercícios, consulte seu médico. He may have some restrictions based upon your medical history. Ele pode ter algumas restrições com base em seu histórico médico. An exercise program should consist of endurance, strength, balance and flexibility. Um programa de exercício deve consistir de resistência, força, equilíbrio e flexibilidade. Walking is a great way to get your daily aerobic exercise. Andar a pé é uma ótima maneira de começar o seu exercício diário aeróbica. Try to exercise for 30 minutes per day. Tente se exercitar por 30 minutos por dia. If you can't do 30 minutes of consecutive exercise, break it up into five- to 10-minute bursts. Se você não pode fazer 30 minutos de exercício consecutivo, dividi-la em rajadas de cinco a 10 minutos. The best way to stick to an exercise program is to pick something that you enjoy doing and make it a part of your daily routine. A melhor maneira de manter um programa de exercícios é escolher algo que você gosta de fazer e fazer-lhe uma parte de sua rotina diária.
Expert Insight Expert Insight
Working with a professional can be motivating and take the intimidation out of exercise for some. Trabalhando com um profissional pode ser motivador e ter a intimidação de exercício para alguns. If you're interested in finding a personal trainer or exercise physiologist to work with, the National Institute on Aging has some tips. Se você está interessado em encontrar um treinador pessoal ou fisiologista do exercício para trabalhar com o National Institute on Aging tem algumas dicas. Always be sure that the individual has the proper education and certifications. Certifique-se sempre que o indivíduo tem a formação adequada e certificações. The trainer should be able to devise a realistic exercise program based on your goals and abilities. O treinador deve ser capaz de conceber um programa de exercícios realistas, baseadas em seus objetivos e habilidades. The trainer's personality should fit yours, and he should charge reasonable prices. A personalidade do treinador deve caber o seu, e ele deve cobrar preços razoáveis.
Google Advertising In Just Minutes. Immediate Posting. Instant traffic. Instant results. www.google.com Paid Search XML Feeds Top Tier PPC Rates paid search listings for your site www.searchenginexml.com Write your own paycheck using the power of the internet. Let´s do this together. www.facebook.com/OnlineBizNow RGCTrans - Translation Professional Translation Services English, Swedish and Portuguese www.rgctrans.com Sponsored LinksReferences
"Exercise and Aging"; Maria Antoinette Fiatarone Singh, MD; 2004
"Nutrition: Concepts and Controversies"; Sizer, Francis, Whitney, Eleanor; 2004.
National Institute on Aging; "Exercise and Physical Activity" ; 2009
Photo Credit Crédito da foto
Jupiterimages/Comstock/Getty Images Jupiterimages Comstock / / Getty Images About this Author
Laura Niedziocha began her writing career in 2007. She has contributed material to the Stoneking Physical Therapy and Wellness Center in Lambertville, and her work has appeared in various online publications. Niedziocha graduated from Temple University with a Bachelor of Science in exercise science. She also has her Associate of Arts degree in communicaitons from Community College of Philadelphia.
Article reviewed by Anton Alden
Last updated on: 12/06/10
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Obesity Obesidade
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BMI IMC Aging Population O envelhecimento da população
Physical Activity Benefits Benefícios da atividade física
Exercise Nutrition Exercício Nutrição
Exercise And Aging Exercício e Envelhecimento
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Texto original em inglês:
Taking care of yourself through diet and exercise becomes increasingly important as you age.
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Read more: http://www.livestrong.com/article/326366-exercise-nutrition-intervention-for-older-adults/#ixzz19qgzPqGc
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Exercise & Nutrition Intervention for Older Adults Exercício e Intervenção Nutricional para Idosos
Overview Resumo
Taking care of yourself through diet and exercise becomes increasingly important as you age. Cuidar de si próprio através de dieta e exercício físico torna-se cada vez mais importante à medida que envelhece. The physiological changes that occur during aging can be slowed or improved with nutrition and exercise. As alterações fisiológicas que ocorrem durante o envelhecimento pode ser retardado ou melhoradas com alimentação e exercício físico. Physical activity becomes more about maintaining functionality and independence with activities of daily living. A atividade física torna-se mais sobre como manter a funcionalidade e independência com atividades da vida diária. Nutrition becomes an adjunct to exercise, increasing health and decreasing disease. Nutrição torna-se um complemento para o exercício, aumentando a saúde e diminuindo a doença.
Nutrition for Your Conidition Nutrição para o seu Conidition
According to the book "Nutrition" by Frances Sizer and Eleanor Whitney, nutritional needs with age become increasingly individual. Segundo o livro "Nutrição" de Frances Sizer e Eleanor Whitney, as necessidades nutricionais com a idade cada vez mais individual. With age, medical history dictates nutrition. Com a idade, história médica dita nutrição. Conditions such as acid reflux, arthritis, Alzheimer's disease and osteoporosis play a part in the food choices that you make. Condições como refluxo ácido, artrite, doença de Alzheimer e osteoporose desempenham um papel na escolha de alimentos que você faz. Being aware of how nutrition can improve your conditions is the first step. Estar ciente de como a nutrição pode melhorar as suas condições é o primeiro passo.
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Energy Requirements Exigências de energia
As you age, energy needs decrease. Conforme você envelhece, as necessidades de energia diminui. Sarcopenia, a natural loss of muscle mass, along with a decreased number of active cells in organs, means a lower metabolic rate. Sarcopenia, a perda natural da massa muscular, juntamente com uma diminuição do número de células ativas nos órgãos, significa uma menor taxa metabólica. Of course, energy needs may increase with physical activity. É claro que as necessidades de energia pode aumentar com a atividade física. However, an older adult should be aware of his necessary intake of calories. No entanto, um adulto mais velho deve estar ciente de sua ingestão de calorias necessárias. According to Sizer and Whitney, after age 50, there is about a 5 percent decrease in the recommended intake of calories. De acordo com Sizer e Whitney, após 50 anos de idade, há cerca de um decréscimo de 5 por cento o consumo recomendado de calorias.
Exercise Exercício
Physical activity benefits the aging population in several ways. A atividade física beneficia o envelhecimento da população de várias maneiras. Maria Antoinette Fiatarone Singh, MD, wrote in "Exercise and Aging" in 2004 about what exercise can do for elderly people. Maria Antonieta Fiatarone Singh, MD, escreveu em "Exercício e Envelhecimento", em 2004, sobre o que o exercício pode fazer para as pessoas idosas. She says there are five main benefits: minimize the biological effects of aging, health and wellness, decrease disease and mortality, assist in treatment of disease and decrease disability. Ela diz que há cinco benefícios principais: minimizar os efeitos biológicos do envelhecimento, saúde e bem-estar, diminuição de doenças e mortalidade, auxiliar no tratamento de doenças e deficiências diminuir.
Exercise Program Programa de Exercício
Before you begin any new exercise program, consult your doctor. Antes de começar qualquer novo programa de exercícios, consulte seu médico. He may have some restrictions based upon your medical history. Ele pode ter algumas restrições com base em seu histórico médico. An exercise program should consist of endurance, strength, balance and flexibility. Um programa de exercício deve consistir de resistência, força, equilíbrio e flexibilidade. Walking is a great way to get your daily aerobic exercise. Andar a pé é uma ótima maneira de começar o seu exercício diário aeróbica. Try to exercise for 30 minutes per day. Tente se exercitar por 30 minutos por dia. If you can't do 30 minutes of consecutive exercise, break it up into five- to 10-minute bursts. Se você não pode fazer 30 minutos de exercício consecutivo, dividi-la em rajadas de cinco a 10 minutos. The best way to stick to an exercise program is to pick something that you enjoy doing and make it a part of your daily routine. A melhor maneira de manter um programa de exercícios é escolher algo que você gosta de fazer e fazer-lhe uma parte de sua rotina diária.
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"Nutrition: Concepts and Controversies"; Sizer, Francis, Whitney, Eleanor; 2004.
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Laura Niedziocha began her writing career in 2007. She has contributed material to the Stoneking Physical Therapy and Wellness Center in Lambertville, and her work has appeared in various online publications. Niedziocha graduated from Temple University with a Bachelor of Science in exercise science. She also has her Associate of Arts degree in communicaitons from Community College of Philadelphia.
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